Segunda, 29 de junho de 2026, 18:18h
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Mesmo sem um balanço das perdas, cultura por cultura, que é fornecido pela Emater, o prefeito, Vilso Agnelo (PSDB), decidiu decretar situação de emergência em Piratini, assim como já fizeram outros sete municípios da zona sul devido à estiagem prolongada.
No decreto, Agnelo argumenta que a falta de chuva, principalmente nos três primeiros meses de 2015, ocasionou problemas na recuperação do volume dos açudes que abastecem as áreas rurais, afetando a agricultura, a pecuária leiteira e de corte e a população dos assentamentos da reforma agrária.
A justificativa do prefeito não está em total acordo com a posição da Emater. Para a reportagem, o engenheiro agrônomo Hélio Arlindo Aurélio, que ocupa a chefia de escritório do órgão, disse que a pecuária de corte não foi afetada, mas a queda na produção leiteira está na casa dos 20%.
Segundo Aurélio, a perda mais significativa, se levado em conta a área plantada, é na soja. “São 30 mil hectares de soja plantadas e, devido a pouca chuva, a perda já é de 10%, o que é considerável em termos econômicos”, avaliou.
O engenheiro lembrou que a situação nos cinco distritos é complicada, mas que não se pode levar em conta a pouca chuva no perímetro urbano. “Há exemplos de lavouras extensas onde, na metade delas, choveu 50 milímetros, e na outra metade, nem uma gota, ou seja, poderia ser pior. Foram chuvas esparsas, irregulares, mas caíram na zona rural, o que não ocorreu na cidade”, explica.
Quanto ao milho, cultura onde a região registra enormes perdas, Aurélio disse que não é o caso de Piratini, já que os grandes produtores migraram para a produção de soja, restando plantações menores que tem um impacto muito pequeno na arrecadação do município.
Segundo os medidores da empresa Westerman LTDA., que planta e armazena soja, no comparativo com os primeiros três meses de 2014, a situação é extremamente preocupante. Em janeiro do ano passado, foi registrado 275,7 milímetros de chuva, já este ano, 200, 9 milímetros.
Em fevereiro, a situação começou a piorar. Em 2014, o registro foi de 206,7 milímetros e, no mesmo mês este ano, apenas 43,7 milímetros. Finalmente, março teve 114,9 milímetros em 2014 contra apenas 46,8 milímetros em 2015.
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