Domingo, 28 de junho de 2026, 02:17h
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Há 14 anos atuando como apicultor, o também marceneiro Nereu de Ávila Cardoso, de 58 anos, comemora o aquecido mercado do mel que fez o produto saltar de preço devido à alta do dólar.
Dar manutenção às 210 caixas de abelha que possui concentradas em Piratini, Herval e Pedras Altas, faz com que, principalmente em época de safra, ele se desdobre entre a marcenaria e a manutenção das colmeias, inclusive aos finais de semana, viajando grandes distâncias entre um município e outro. “É uma atividade lucrativa, de custo baixo se levado em conta o lucro que proporciona, porém, requer muito trabalho e dedicação”, explica.
Cardoso revela que nas duas safras proporcionadas no ano (primavera e verão), produziu oito mil quilos de mel que, devido à boa qualidade, é repassado para empresas de Santa Catarina e São Paulo, que exportam o produto para os Estados Unidos e Europa. “Eu e os demais produtores das cidades citadas reunimos toda a produção, algo em torno de 30 mil quilos, vendidos por R$ 8 o quilo, um lucro de até 60%”, contabiliza o apicultor. Para poder ampliar o cultivo, ele explica que 10% da produção são repassados aos proprietários dos locais de cultivo.
Mas ele está preocupado com um fator preponderante não só para uma boa safra, mas também para a qualidade do mel produzido. Segundo suas constatações, se produz cada vez menos mel na mata nativa, ficando a grande quantidade para locais onde o cultivo está diretamente ligado à plantação de eucalipto. “Desde 2012 observo que a produção se sobressai onde o eucalipto cerca as caixas, o que é de se lamentar, já que o valor do quilo saltou de R$ 3,70 em 2011 para R$ 9 este ano”, acrescenta.
Redator: Tradição Regional
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