S�bado, 27 de junho de 2026, 15:54h
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Depois de 120 milímetros em apenas seis dias, na terça-feira (13) a chuva deu uma trégua, permitindo, assim, ver com exatidão a situação crítica de estradas e ruas não pavimentadas em Piratini.
Ao longo de quase uma semana, a cena mais comum foi de veículos de grande porte, como ônibus e caminhões, sendo rebocados por tratores nos trechos que compreendem o acesso à ERS-265 pelo Cancelão e nos 35 quilômetros de estrada municipal que ligam Piratini a Pinheiro Machado. Tanta lama fez as empresas responsáveis pelas viagens aos dois municípios cancelarem as linhas. Até mesmo o deslocamento entre o Cancelão e a cidade teve que ser suspenso.
Para o secretário municipal de Urbanismo e Serviços Públicos, Isnaldo Rickes, o prognóstico não é nada animador, já que a previsão é de mais chuva para o mês de outubro. “O cenário é crítico. Recebemos chamados inclusive de toda área urbana e, até mesmo onde tem pavimento, há bueiros que foram arrebentados pela força da chuva. Visitei vários bairros e sou obrigado a admitir que não há o que fazer em um curto prazo”, disse.
A perspectiva nada animadora para quem sofre os efeitos das enxurradas, segundo ele, tem uma explicação: não há recursos em caixa para custear o combustível para movimentar a estrutura. “Tenho um compromisso com a verdade. A Prefeitura não está recebendo os repasses do governo estadual, com isso, não temos óleo diesel para abastecer o maquinário por muito tempo. O que nos resta é concentrar o trabalho na coleta do lixo e nos trechos mais críticos, fazendo uma raspagem do barro no trecho que liga o Cancelão à cidade”, comenta.
Redator: Tradição Regional
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