S�bado, 27 de junho de 2026, 06:39h
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Coordenador do evento, ele declarou que o alto grau de importância se deve ao fato de que, tanto os insumos que entram quanto os produtos que saem, passam pelo Porto de Rio Grande
Durante a última semana, foi realizada em Rio Grande a Feira do Polo Naval, importante evento da indústria naval e offshore do Sul do Brasil. Em sua 4ª edição, a Feira comemorou também os cem anos do Porto de Rio Grande, unindo a celebração ao objetivo de integrar o desenvolvimento econômico, ambiental e social da zona Sul.
Coordenador do evento, Fernando Estima, que também é secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Pelotas, afirma que o grau de importância da Feira é alto devido ao fato de que tudo que é produzido transita pelo Porto, sejam os insumos que entram ou os produtos que saem. “É muito importante debatermos a logística para chegar ao Porto. Isso beneficia não só ao Porto como as demais cidades da região”, diz.
Segundo ele, há uma frustração em relação ao Polo Naval, que sofreu turbulências devido a questões econômicas nacionais e internacionais. Mesmo assim, é importante permanecer discutindo a continuidade e o andamento desta cadeia produtiva. O momento de crise não pode impedir as discussões que a Feira promove. “Por isso que persistimos mesmo em anos ruins. Não podemos nos dar ao luxo de discutir ou datar a Feira em ano que está bom. Temos que tratar mais fortemente em ano que está ruim, corrigir os rumos”.
O evento, segundo Estima, atrai diversas lideranças. Prova disso foram as presenças do governador, José Ivo Sartori, três secretários de Estado e toda a superintendência de portos e hidrovias. “Literalmente, a partir de 2016, vai dobrar todo o fluxo da hidrovia da Lagoa dos Patos. Vamos ganhar efetivamente vida na hidrovia”, destaca, lembrando que o evento trouxe até mesmo, entre outros, autoridades da Petrobras.
Em relação ao turismo, ele lembra que a Feira também tem esta finalidade, mostrando a beleza e o patrimônio da região, enquanto a hidrovia da Lagoa dos Patos reforça as lagoas e os rios locais, gerando passeios turísticos.
Houve duas grandes novidades na Feira do Polo Naval deste ano. Uma delas foi o Sul Energia, que foi incubado nessa edição, mas que tem a pretensão de ser um evento próprio a partir de agora. O objetivo foi tratar de temas ligados a energia. “Nossa região, que era importadora de energia, a partir de 2016 passará a ter auto suficiência e será exportadora”. Teve também a rodada de negócios, com volume muito grande e que deu bastante valor aos pequenos empreendedores, responsáveis pela geração de 90% de emprego e renda na região.
O coordenador finalizou dizendo que, independente do momento de crise, se conseguiu fazer uma Feira com todos os agentes, o que foi motivador. Para ele, é nesse momento que é necessário reduzir as diferenças políticas. “Temos que promover um ambiente que nos traga um cenário melhor. A Feira acabou trazendo esse sentimento, de que nós, da região, é que podemos transformar e dar manutenção nos nossos interesses”.
Redator: Tradição Regional
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