Sexta, 26 de junho de 2026, 21:17h
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Produtos mais consumidos na data, como aves e peixes, estão mais caros do que no mesmo período de 2014
Análise da Federação chama a atenção para a alta de 11,81% dos preços de alimentação do domicílio
Um levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomércioSP) a partir dos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) sugere que as celebrações de fim de ano pesarão mais no bolso do brasileiro em 2015, já que muitos dos produtos mais consumidos nesta época do ano - como aves e peixes, por exemplo - estão bem mais caros do que no mesmo período de 2014.
Alguns produtos tradicionais da ceia de Natal, como peru, bacalhau, nozes e vinho não são acompanhados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas, dado que alguns deles são importados e sofrem, portanto, os efeitos da variação cambial, é provável que estejam mais caros do que no ano passado.
O preço do frango, por exemplo, principal ingrediente do salpicão, subiu 13,18% no período. A maçã, outro ingrediente da receita, subiu 19%. Outras frutas, como a uva, o morango e a manga também sofreram elevação nos preços - 11,47%, 18,68% e 21,4%, respectivamente.
Entre os 20 tipos de peixes pesquisados pelo IBGE, oito apresentaram aumento de preço acima da inflação média, com destaque para a merluza, que registrou a maior alta nos últimos 12 meses, de 39,58%, seguido pela castanha (28,94%). Quem pensava em substituir o bacalhau pelo salmão, produto cada vez mais presente na mesa do brasileiro, irá se deparar com uma alta de 20,85% nos últimos 12 meses. Por outro lado, apresentaram menor elevação ou queda no período os preços do pintado (1,25%), do dourado (-0,21%) e da tilápia (-1,63%).
Os preços dos acompanhamentos ou temperos das receitas de Natal também apresentam alta de dois dígitos: cebola (48,01%); batata inglesa (47,55%); alho (48,61%); azeite de oliva (20,34%); azeitona (12,74%); e pimentão (11,07%). Em relação às bebidas, refrigerantes e água mineral registram alta de 10,4%; cerveja, de 8,95%; e outras bebidas alcoólicas, de 11,62%.
Diante desse cenário, a carne de porco e a carne de carneiro aparecem como boas opções, já que apresentaram alta dos preços de apenas 2,37% e 5,04%, respectivamente.
Contudo, para quem quiser acompanhar a carne de porco com a tradicional combinação de arroz, tutu de feijão e couve vai pagar mais caro. O preço do feijão carioca subiu 37,2%; o da couve, 11,1%; e o do arroz, 9,84%. Quem quiser gastar menos, pode trocar o feijão carioca pelo feijão preto, cujo preço subiu apenas 0,64% no período. A farinha de mandioca pode ser uma opção melhor do que a farinha de milho para o tutu, já que o preço dela subiu apenas 1,95%, ante a alta de 14,16% no caso da última.
Na sobremesa, quem optar pela tradicional rabanada também pagará mais caro, já que os preços do pão, do leite e dos ovos subiram 11,47%, 3,85% e 10,21%, respectivamente. O sorvete está 14,1% mais caro, enquanto o preço das frutas subiu 10,14%, em média.
Fonte: G1
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