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Os segmentos de planejamento, pesquisa e educação terão acesso a um material com informações completas, disponibilizadas de forma didática, sobre as diversas áreas que compõem a matriz energética gaúcha. Na manhã desta quarta-feira (14), o Auditório do Centro Administrativo da CEEE sediou o lançamento oficial do Balanço Energético do RS (BERS) 2011- ano base 2010. Na abertura, presidente do Grupo CEEE, Sérgio Souza Dias, destacou que os dados do balanço fornecem subsídios para olhar o passado de modo a projetar o futuro. "Trata-se de uma ferramenta que retrata a situação atual do Estado e dá subsídios para o planejamento".
Para o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, os números do Balanço Energético revelam grandes desafios. Para alavancar o crescimento, ele defendeu o investimento do Estado no emprego do carvão como fonte geradora de energia. "O Rio Grande do Sul precisa explorar essa fonte natural presente em seu solo de maneira a incrementar a produção de energia. É preciso pensar no crescimento que desejamos para o Estado. O Balanço Energético aponta tendências e ajuda a projetar o futuro. Temos a expectativa de melhorar o fornecimento de energia no RS", projeta Albuquerque.
Em 2010, o consumo de energia elétrica no Estado atingiu 25.955.542 MWh, representando um acréscimo de 2,52% em relação a 2009. Entre as fontes primárias da matriz energética, o petróleo foi a fonte que liderou o consumo em 2010, representando 54,20% (contra 62,97% em 2009) da oferta de fontes primárias. Na segunda posição está a lenha, representando 11,79% do total das fontes primárias, seguido pelo carvão a vapor, correspondendo a 11,42%, a energia hidráulica, com 11,24%, e, em quinto lugar, com 7,82%, outras fontes primárias, como a composição da lixívia, a casca do arroz e a energia eólica. Na participação específica das fontes secundárias, a predominância no consumo é do óleo diesel, que está em primeiro lugar, com 32,41%; (contra 31,84% em 2009), seguido pela eletricidade, com 29,37%; pela gasolina, com 20,35%; o álcool etílico anidro e hidratado (7,46%) e, na quinta posição, o GLP, com 6,88%.
Na geração de energia elétrica, em 2010, as usinas hidrelétricas lideram, com 73,57%, seguidas pelas pequenas centrais hidrelétricas, com 10,51%; o carvão a vapor, com 9,25%, a eólica, com 3,11%; o gás natural, com 2,83%, o óleo (0,49%) e a biomassa (0,24%). Entre os fatos ocorridos em 2010 que repercutiram na mudança da matriz energética do Estado, destacam-se a entrada em operação da fase C da Usina Termoelétrica de Candiota (Candiota III), com uma potência instalada de 350 MW; a inexistência de geração na Usina Térmica de Uruguaiana, decorrente da falta de abastecimento de gás vindo da Argentina; e o pequeno crescimento na produção, transformação e consumo de energia, ainda em consequência da crise ocorrida em 2009.
Em 2010, houve um acréscimo de cerca de 0,18% em relação a 2009 no consumo final de energia no Estado. No mesmo período, o crescimento do PIB gaúcho foi de 7,8% em relação a 2009). Os preços médios aos consumidores de gasolina automotiva, óleo diesel, GLP e álcool combustível permanecem entre os mais elevados do Brasil desde 2001. Em 2010, o Rio Grande do Sul continuou liderando a produção nacional de carvão vapor e de biodiesel (B100). A produção de etanol continua muito inferior à potencialidade de produção no RS, Estado com capacidade de autossuficiência nesse combustível renovável.
Sobre a publicação
Em sua 32ª edição, o anuário traz a contabilização da oferta, transformação e consumo de energia, e é um documento essencial ao estudo e planejamento estratégico do Rio Grande do Sul. O BERS apresenta gráficos, fotos, ilustrações e outros recursos que atendem aos interesses dos técnicos do setor. Elaborada em colaboração com a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul (Seinfra) e as instituições envolvidas na matriz energética estadual, o Balanço Energético de 2011 é dividido em dez capítulos e sete anexos, cujo conteúdo engloba panoramas sobre as matrizes energéticas estadual, nacional e mundial, a oferta e demanda de energia por fontes primárias e secundárias e os recursos e reservas de energias disponíveis no RS, entre outros temas.
Redator: Secom
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