Segunda, 22 de junho de 2026, 21:27h
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Os 17 municípios gaúchos que devolveram ao Palácio do Piratini a responsabilidade pela realização do transporte escolar dos alunos da rede estadual terão uma economia de pelo menos R$ 10,6 milhões até o final de 2016, conforme levantamento feito pela Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). Segundo a entidade, estes recursos, em grande parte, têm sido investidos em melhorias na rede municipal de ensino. Entre os municípios, está São Lourenço do Sul, que, segundo a Famurs, deve economizar de seus cofres públicos R$ 500 mil neste ano.
A decisão de não renovar o convênio do Programa Estadual de Apoio ao Transporte Escolar (Peate) foi motivada por defasagem nos valores repassados pelo governo do Estado. O dado mais recente da Famurs demonstra que as prefeituras gaúchas tiveram prejuízo de R$ 80,3 milhões para conduzir os estudantes em 2014. Isso motivou essas 17 prefeituras a acabar com os contratos no final de 2015. “A parceria entre Estado e municípios é salutar. Isso não significa, porém, que as prefeituras possam ter prejuízo com o transporte escolar. É importante que a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul repense e possa apresentar uma proposta adequada às prefeituras. Se mais municípios romperem, o Estado só tem a perder”, avalia o presidente da Famurs, Luciano Pinto.
A Famurs revela que, em 2015, a Prefeitura de São Lourenço do Sul tirou R$ 406 mil do orçamento para cobrir o déficit e garantir o transporte escolar dos 881 estudantes da rede estadual. Sem o encargo, o município projeta que deixará de gastar R$ 500 mil até o final de 2016. “Conseguimos fazer um investimento maior na educação infantil. Aumentamos o número de vagas disponíveis”, comemora a secretária adjunta de Educação de São Lourenço do Sul, Tais Kunde.
Transporte com muitos problemas
Quando havia o convênio entre Prefeitura e Estado, apesar do gasto municipal, eram raros os problemas no transporte dos estudantes. Em 2016, foram inúmeras as reclamações da comunidade escolar, muitas críticas à Prefeitura por ter rompido a parceria e mais ainda ao Estado que, por atrasar o pagamento às empresas, motivou paralisações.
Neste ano, estudantes ficaram quase um mês sem aulas, pois as empresas entraram em greve cobrando os pagamentos. No período, além de várias escolas afetadas, três do interior tiveram de parar as atividades totalmente, já que possuem quase a totalidade dos alunos dependentes do transporte escolar. Essa foi também uma das principais motivações para a ocupação dos estudantes no Instituto Estadual Walter Thofehrn, meses atrás.
Redator: Tradição Regional
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