Segunda, 15 de junho de 2026, 16:17h
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A batalha da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Piratini certamente não é diferente da luta que a entidade trava em todo Brasil para se manter em funcionamento. Ao redor de uma mesa, na Associação, enquanto expunha sonhos, vontades e problemas, a presidente Lisete Maria Frizzo se mostrou firme: “nós vamos conseguir”.
Entre as prioridades referidas por ela está o novo projeto da APAE, uma sala especial para crianças com autismo. Para isso, um cômodo já existente está sendo readaptado com a mão de obra de dois funcionários contratados e dois cedidos pela Prefeitura. “Temos muitas crianças com autismo e só faz crescer a busca de pais por este tipo de atendimento. Precisávamos de um espaço específico que está sendo construído com recursos próprios”, explicou. Depois de pronto, o novo cômodo ainda precisará ser dotado de objetos especiais adequados às crianças.
Mas ainda há um sonho e uma necessidade mais antigos: resolver o problema de pavimentação de um trecho de, aproximadamente, 100 metros que separa o calçamento do prédio. Lisete decidiu travar uma luta para que a acessibilidade dos frequentadores passe finalmente a existir. O primeiro passo já está sendo dado e a APAE está investindo R$ 10 mil para fazer a drenagem do solo, agravada pela existência de um poço em um terreno vizinho. “Só a drenagem do poço custou R$ 2,5 mil”, contou. Pelo projeto de pavimentação, a frente do prédio será reformada e ficará dentro dos padrões exigidos, com corrimão e piso aderente.
O projeto mais audacioso será a construção do ginásio, onde os alunos poderão realizar atividades com mais espaço, facilitando também os orientadores pedagógicos à aplicação das técnicas para as crianças. Porém, grande parte da receita da entidade é proveniente da verba repassada pela Prefeitura: R$ 10 mil que, atualmente, não são depositados através de convênio. “Há uma dívida da gestão anterior que impede a celebração de um novo convênio. Assim, ficou acertado que a cada mês a Prefeitura vai colocando os valores atrasados em dia para depois pensarmos no futuro, mas a APAE não tem como sobreviver sem este repasse”, alertou Lisete, que une o valor repassado pelo executivo àquele doado pelos sócios e por campanhas realizadas junto à comunidade.
Redator: Tradição Regional
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