Sexta, 10 de julho de 2026, 20:40h
Home Economia
Do total programado para investimentos no Estado, a menor parcela é destinada para obras de geração
Ao confirmar o plano de investir R$ 1,7 bilhão em obras de infraestrutura até 2014, o Grupo CEEE busca aumentar a confiança do sistema elétrico e afastar o risco de desabastecimento de energia no Estado. No entanto, a crescente dependência de energia gerada no Sudeste ainda deixa o Rio Grande do Sul em condição desconfortável na ponta do mapa.
Do total programado para investimentos no Estado, a menor parcela é destinada para obras de geração: 19% do programa RS Mais Energia. Os recursos serão aplicados em obras nos centros urbanos e rurais. Entre os objetivos, estão reforçar o abastecimento para a Copa do Mundo e garantir o abastecimento no verão, período mais crítico no Estado, que neste ano teve pico de aumento de 7,8%.
— Essas obras já deveriam ter sido feitas. Estamos recuperando o atraso e preparando o sistema para o futuro — destacou o presidente da CEEE, Sérgio Dias.
Mesmo reconhecendo a importância dos investimentos, o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), Heitor Müller, alerta que é preciso investir mais em geração.
— Precisamos pensar maior, aumentando o percentual de energia gerada no Estado — afirmou Müller.
Hoje, cerca de 70% da energia consumida no Rio Grande do Sul é trazida de outros Estados por meio do sistema interligado nacional. Coordenado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o abastecimento é garantido por linhas de transmissão. Porém, com crescimento da economia gaúcha nos últimos anos e com os picos de consumo, no verão passasdo o sinal de alerta foi aceso.
— A capacidade as linhas de transmissão que trazem energia para o Rio Grande do Sul chegou perto do limite neste ano. A partir disso, passamos a correr riscos — destaca Ronaldo Mabilde Lague, coordenador do Fórum de Energia da Agenda 2020.
Para o especialista, são necessárias mais linhas de transmissão e novas hidrelétricas com grandes reservatórios, assim como termelétricas.
— Precisamos investir aqui, até porque toda energia que se traz de fora representa dinheiro nosso saindo do Estado — completa Lague.
Velocidades diferentes
A diferença proporcional entre o aumento do consumo e a geração de energia vem crescendo de maneira constante nos últimos anos, destaca o consultor em energia Paulo Milano.
— Aumentamos nosso consumo per capita e a oferta de energia não tem crescido na mesma velocidade — frisa Milano.
Conforme o especialista, a discrepância entre demanda e geração é um problema mais evidente no Estado por estar localizado no extremo sul do país.
— Temos um dos maiores sistemas interligados do mundo, mas não podemos ficar tão dependentes, precisamos buscar nossa autossuficiência energética — completa Milano.
Fonte: Zero Hora
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados