Segunda, 08 de junho de 2026, 04:59h
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A empresa, atualmente, possui mais de 70 sabores e pretende descobrir novos paladares
O sabor é inigualável. O saber fazer doce deixa de lado a tecnologia e sua produção e é garimpada artesanalmente, conforme a tradição doceira. A empresa Imperatriz Doces Finos, localizada no bairro Jardim América, é pioneira na cidade e sua produção mensal chega aos 110 mil doces que são transportados cuidadosamente, baseados em um rigoroso controle de qualidade capaz de percorrer diversos estados do território nacional, principalmente São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, até chegarem ao seu destino final em perfeitas condições de consumo.
Todo esse cuidado levou o reconhecimento do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília, reconheceu o trabalho das doceiras de Capão do Leão, Morro Redondo, Turuçu, Arroio do Padre e Pelotas. De acordo com a empresária Maria Helena Jeske, que transita nesse mercado do doce há 21 anos, o registro de reconhecimento do município como Patrimônio Imaterial Nacional pela tradição doceira, é um divisor de águas no antes e no depois.
“Nesse processo fui uma das coautoras que junto com a Associação dos Produtores de Doces de Pelotas nos empenhamos com o Iphan fornecendo informações sobre a tradição doceira da região e até mesmo sobre a minha produção doceira com objetivo de sermos reconhecidos. De lá pra cá, nossa empresa evoluiu, cresceu e marcou o território em Capão do Leão. Somos pioneiros dos doces tradicionais e, também, trabalhamos com doces com certificado pela Indicação Geográfica, que identifica qual a região onde os doces são produzidos”, ressaltou Maria Helena.
Novas instalações
Atualmente, há a necessidade de expandir a empresa em sua parte física. “Hoje, dispomos de 29 funcionários e nossa previsão é de ampliarmos esse quadro de pessoal por conta do aumento de produção que tivemos. A previsão é de que até outubro já estejamos em nossa nova casa, que continuará no bairro Jardim América, somente em uma área mais central, com mais espaço físico. Em seguida, temos previsão de ampliarmos nossos serviços com destaque para o turismo, criando o museu do doce, cujo objetivo será de mostrarmos às pessoas como se faz o doce, remetendo ao passado, através da história do museu do doce”, salientou.
Sabores
Outra questão destacada pela empresária Maria Helena relaciona-se ao sabor do doce e ao controle de qualidade. “Temos um controle de qualidade interna da empresa que detectam qualquer falha na entrega”, disse.
Em relação aos sabores, são mais de 70, mas a empresa visa descobrir novos paladares, conforme o gosto da clientela através dos insumos que trabalha. Atualmente, a novidade é o doce Quilombo.
Segundo a empresária, é importante que a população valorize as produtoras de doces da região, que cada doceira valoriza o seu bairro e que esses produtos sejam valorizados. “É um bem muito grande que tem gerado emprego. O doce é um potencial dessa região. Consuma nossos doces certificados”, finaliza.
Redator: Tradição Regional
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