Sexta, 05 de junho de 2026, 01:45h
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Mesmo a contragosto dos comerciantes que ainda atuam na Rua João de Deus Valente, local onde há mais de duas décadas está situado o camelódromo de Piratini, estava definido o novo local para a instalação das bancas que seriam reerguidas no entorno da popular Praça da CRT, a cerca de 450 metros do centro da cidade, acordo proposto pela prefeitura e aceito pelos empresários no final de fevereiro deste ano.
Mas na audiência pública promovida pela Câmara Municipal de Vereadores, na última sexta-feira (8) para tratar do assunto com a presença inclusive do departamento jurídico do município, o porta-voz dos camelôs, Afonso Coelho, informou aos presentes que após analisarem melhor a proposta feita pela prefeitura todos decidiram que não mais vão para o novo local apontado.
“Não temos garantia nenhuma de que do entorno da praça em questão não seremos também retirados daqui a alguns anos”, justificou Coelho.
Como o prazo concedido pela justiça ao julgar procedente a Ação Civil Pública, de autoria do Ministério Público, se extingue em 27 de abril de 2019, está formado um novo impasse com relação à situação, pois quando o mesmo expirar a justiça poderá agir para desocupar a via central após novamente notificar a prefeitura.
O assunto virou tema a partir de uma portaria do Estado, divulgada em 2017, referente à adequação dos espaços públicos reconhecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE) como patrimônio histórico do Rio Grande do Sul, e, com base nestes conjuntos normativos se faz necessário não somente a extração do camelódromo, mas também a retirada ou readequação de táxis e trailers que vendem lanches no perímetro protegido, mas neste caso especifico, há um prazo maior que expira, em princípio, em maio deste ano.
Redator: Tradição Regional
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