Segunda, 20 de julho de 2026, 22:44h
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Os mais de 220 funcionários da Cooperativa Sul Rio Grandense de Laticínios (Cosulati) continuam mobilizados e temem pelo fechamento da cooperativa. A representante dos funcionários e diretora do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação, Adelina Macedo, nega que uma comissão tenha sido recebida pela direção. Além disso, segundo ela, teria ocorrido a demissão de pelo menos três funcionários e há informações extraoficiais de que há outras 20 rescisões prontas e que deveriam ser entregues hoje (31). “Só não foram por causa da nossa manifestação”, alega. Eles pedem a reintegração dos funcionários demitidos e que as demissões programadas não ocorram. “Nossa luta é pela sobrevivência e não desmanche da cooperativa”, ressalta.
Segundo ela, a cooperativa não tem dinheiro, crédito e leite e não veem medidas concretas por parte da direção para mudar essa realidade. “Nós fomos atrás de parcerias para trazer leite para a cooperativa e conseguimos 1,8 mil produtores que estão mandando seu produto para indústrias mais distantes, o que representaria 150 mil litros à cooperativa, mas não fomos ouvidos”, disse.
Entre outras reivindicações ela salienta o estabelecimento de um cronograma para o pagamento dos salários futuros e férias. “Os salários do mês de abril foram pagos, mas para o do mês de maio não há qualquer data fixada”. Ainda ontem à tarde eles aguardavam a presença de um representante da empresa para conversar, já que o diretor administrativo Almir Mendonça estaria impossibilitado por estar doente. Segundo a representante dos funcionários, a cooperativa opera hoje, em dias intercalados, com pouco mais de 30 mil litros de leite, fornecidos por 325 produtores.
Em nota oficial, divulgada na manhã desta sexta-feira (31), a direção se disse “surpreendida com a paralisação de colaboradores, visto que todas as solicitações exigidas da gestão durante a semana foram cumpridas, como o pagamento de salários até o dia 31, que ocorreu entre os dias 28 e 29, a formação de uma comissão de funcionários para discutir medidas futuras, nomeada foi apresentada em um encontro com o diretor administrativo e conselheiros fiscais no dia seguinte da primeira manifestação na segunda-feira (27)”. E, em uma decisão inédita na história da cooperativa, diz a nota, pôde assistir à apresentação de todos os relatórios de gestão contábil na Assembleia Geral Extraordinária de Associados na terça-feira (28).
“Por outro lado, jamais houve negativa da administração da Cosulati em receber a direção do Sindicato da Alimentação, sempre aconteceu reunião entre as partes inclusive para a ciência de dois colaboradores para atuar no órgão representativo dos funcionários. A estranheza da gestão da cooperativa é pelo fato de jamais ter recebido nenhuma solicitação de reunião para entrega de pauta pela comissão de funcionários acompanhada do sindicato. Mesmo assim, diante da ausência do diretor administrativo Almir Mendonça para ser submetido a uma pequena intervenção médica, o que já estava previsto, duas propostas foram encaminhadas para abertura de conversação: a primeira da reunião da comissão de funcionários e sindicato com o jurídico da cooperativa para conhecimento das reivindicações, a segunda de uma agenda com a direção e conselho fiscal na próxima segunda-feira (3) às 10h; as duas foram rejeitadas. Foi ponderado aos participantes do movimento o risco de perda de uma produção de mais 100 mil litros de leite captados ontem e que são fundamentais para o faturamento que permitirá cumprimento de obrigações da Cosulati, inclusive com a folha de pagamento de funcionários e produtores.
Redator: Tradição Regional
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