Domingo, 12 de julho de 2026, 12:44h
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O setor agropecuário puxou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), no segundo trimestre do ano. O conjunto das riquezas do país somou R$ 716,9 bilhões entre abril e junho, crescimento de 1,6% em relação ao primeiro trimestre e de 6,1% em relação ao segundo trimestre do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (10), pelo IBGE. O setor agropecuário avançou 3,8% entre abril e junho. O setor de serviços cresceu 1,3% e o industrial, 0,9%. No acumulado do primeiro semestre, a economia brasileira cresceu 6%, em comparação com o mesmo período do ano anterior. �? o maior nesse tipo de comparação desde 2004. No período, a indústria cresceu 6,3%, o setor de serviços, 5,3% e a agropecuária, 5,2%. Em entrevista ao Agribusiness Online, nesta quarta, o sócio-diretor da Unibusiness, Matheus Kfouri, analisou que os resultados do setor agropecuário refletem, principalmente, o desempenho das principais commodities agrícolas, com uma alta nas cotações que compensou, de certa forma, a desvalorização do dólar frente ao real. Kfouri destacou, porém, que, há uma mudança nesse cenário, que pode refletir no desempenho do setor no semestre que se encerra em setembro. Agora é o dólar que valoriza e as commodities que caem. �??Mesmo assim, a balança final para o produtor, de julho para cá, não terá um impacto tão positivo quanto o desses números divulgados pelo IBGE�?�. O diretor da Unibusiness acrescentou que dificilmente será atingido o que considera o ponto de equilíbrio entre as cotações das principais commodities agrícolas e o dólar. Matheus Kfouri explicou que a tendência continua de queda nos preços dos produtos, mas ponderou que a valorização da moeda americana não seguirá o mesmo ritmo. �??O produtor vai sentir no bolso. O câmbio pode ajudar um pouco em custos de fertilizantes e de defensivos e nas vendas de produtos. Mas não conseguirá manter a remuneração dos últimos seis meses�?�. Canal Rural
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