Quinta, 09 de julho de 2026, 16:27h
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O dinheiro costuma ser usado para compras de fim de ano, pagamento de dĂvidas e tributos e reserva financeira
Forte impulso para o consumo no final do ano, o 13º salário ainda nem entrou por completo no bolso dos trabalhadores, mas já é disputado pelo comércio. Neste ano, o salário extra injetará R$ 8,2 bilhões na economia gaúcha, conforme o Dieese.
Além das compras de Natal, o valor costuma ser usado para pagamento de débitos e tributos ou ainda para entrar o ano com uma reserva financeira. De olho na fatia destinada aos presentes, o comércio espera parte do 13º salário para recuperar as vendas do terceiro trimestre, que tiveram uma desaceleração.
– O movimento em dezembro é 44% maior do que a média de todos os meses do ano – aponta Patrícia Palermo, economista da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado (Fecomércio-RS).
No Rio Grande do Sul, o 13º salário será pago a 5,4 milhões de empregados do mercado formal, aposentados e pensionistas, conforme o Dieese. O valor, que representa 6,2% dos R$ 131 bilhões que devem entrar na economia brasileira até o fim do ano, é 9,5% superior ao pago no ano passado.
– Esse incremento se deve ao aumento do salário mínimo e ao dissídio de categorias – explica Ricardo Franzoi, supervisor técnico do escritório do Dieese no Estado.
O pagamento extra pode ser visto como uma oportunidade para adoção de hábitos de educação financeira.
– Tudo o que fizermos hoje terá resultado lá na frente – alerta o educador financeiro Edward Cláudio Junior, ao enfatizar a importância de poupar parte do salário.
COMO PLANEJAR O DESTINO DO DINHEIRO
Para quem está endividado
Se você tiver dívidas com cartão de crédito, cheque especial e outros, com valor equivalente ao seu 13º salário, priorize o dinheiro para o pagamento dos débitos.
É preferível quitar dívidas com juros altos do que antecipar pagamento de impostos. O juro médio do cartão de crédito, por exemplo, é superior a 10% ao mês.
Se não conseguir quitar todos seus débitos, é vantagem trocar um financiamento existente com juro alto por um com juro menor, já que as taxas bancárias vêm caindo.
Se sobrar dinheiro depois de pagar as dívidas, reserve uma parcela para o pagamento de impostos que no início de ano vêm com desconto, como IPTU e IPVA.
Após quitar dívidas e reservar uma parte aos impostos, o restante pode ser destinado para as compras de fim de ano ou para realizar um sonho em médio ou longo prazo.
Para quem não tem dívidas
Separe seu dinheiro em três partes: pagamento de impostos (IPTU e IPVA, por exemplo), gastos com presentes e festas de fim de ano e reserva financeira.
Há custos fixos de começo de ano, como impostos, matrículas e material escolar.
Parte do dinheiro pode ser destinada para compras de presentes de Natal e festas de fim de ano.
Guarde uma parte do dinheiro para uma reserva financeira, que poderá ser utilizada em situações inesperadas ou para realização de um sonho: como a compra de um carro ou uma viagem.
Se puder investir, tenha em mente o tempo de aplicação antes de escolher o melhor investimento.
Se a intenção é usar a reserva em menos de um ano, a caderneta de poupança é a indicada, por não ter incidência de Imposto de Renda e nem taxa de administração.
Em aplicações com tempo superior há um ano, há opções em renda fixa e Tesouro Direto.
Mudança de comportamento
Se todo o seu 13º já está comprometido, é hora de repensar os hábitos financeiros. E o fim de ano costuma ser uma data indicada para mudar o comportamento.
Anote todos seus gastos mensais no papel e elimine as despesas desnecessárias.
Defina sonhos de curto, médio e longo prazo. É mais fácil guardar dinheiro quando há um propósito.
Procure não gastar tudo o que você ganha. Separe mensalmente uma parte de seus ganhos, pelo menos 10%, para ter uma reserva de caixa.
O destino pode ser a caderneta ou a renda fixa. O foco não é a rentabilidade, mas o ato de poupar.
Preste atenção
A primeira parcela do benefício deve ser paga até 30 de novembro (para quem não recebeu de foma antecipada) e corresponde a 50% do valor bruto do salário. A segunda parcela é paga até 20 de dezembro, porém sobre esta incidem integralmente os descontos relativos ao IR e à Previdência.
Fonte: Zero Hora
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