Ter�a, 07 de julho de 2026, 18:14h
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O Ministério dos Transportes deve apresentar até o próximo semestre a proposta do governo para repactuar o contrato com a concessionária das estradas do Polo Pelotas, a Ecosul. Um dos pontos principais é a redução das tarifas e a exclusão de trechos. A impossibilidade legal de romper o contrato firmado com a empresa até 2026 levou o ministério a elaborar a proposta de renegociação que abrange as praças de Pelotas/Rio Grande (BR 392), Cristal/Camaquã (BR 116), Pelotas/Jaguarão (BR 116), Canguçu/Santana da Boa Vista (BR 392) e Bagé (BR 293).
O ministro César Borges convocou o deputado federal Fernando Marroni (PT-RS), membro da Comissão de Viação e Transportes e representante da região na qual está inserido o Polo Pelotas na Câmara dos Deputados, para debater a pré-proposta elaborada pelo órgão. Um dos principais pontos apresentados e discutidos diz respeito à redução das tarifas, que poderá chegar a 28% para os veículos leves (os R$ 9,00 cobrados hoje cairiam para R$ 6,48).
- O preço da tarifa é, realmente, muito alto. Com a repactuação esses valores serão revistos e ficarão mais acessíveis para os motoristas, especialmente para aqueles que trafegavam diariamente pelo trecho - disse o ministro.
Durante o encontro, Marroni defendeu que a redução também deva favorecer os veículos pesados, uma vez ser muito grande o número de caminhões que passam diariamente pelas praças de pedágio em direção ao porto do Rio Grande. A partir disso o ministério deverá incluir na proposta um percentual de redução da tarifa também para esta categoria.
Exclusão de trechos
Além da redução das tarifas, a repactuação prevê a retirada das praças de pedágio dos trechos Pelotas/Jaguarão e Pelotas/Bagé, reduzindo de 623 quilômetros para 375 quilômetros a área de concessão do Polo Pelotas. Conforme Borges, a expectativa é de que o novo contrato seja aprovado e entre em vigor até o final deste ano.
O que diz a empresa
Através do diretor superintendente, engenheiro José de Lima Palermo Filho, a concessionária confirmou que estão em andamento estudos junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério dos Transportes para alterar o escopo do contrato. "Entretanto as tratativas ainda não foram concluídas. Reforçamos que qualquer que seja o resultado final, a Ecosul reafirma o seu compromisso em zelar pela segurança dos usuários e melhoria continua dos serviços prestados no Polo Rodoviário de Pelotas", declarou o superintendente.
Fonte: Canguçu Online
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