Segunda, 06 de julho de 2026, 02:28h
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Estela e Juliano se desdobram para responder sobre a lotação do hotel aos interessados
Os dias que antecedem setembro e mais da metade do mês que enaltece a tradição do gaúcho, são as raras datas que elevam o setor econômico de um município com sérios problemas de infraestrutura. A Semana Farroupilha injeta milhares de reais nos cofres de muitos seguimentos, e o hoteleiro é um dos que não pode reclamar.
Com o evento já próximo do fim, Estela Dias e seu auxiliar Juliano, passam boa parte do expediente ao telefone negando pedidos de reservas de pessoas de vários lugares do Estado. Geralmente estes são estreantes na festa da Capital Farroupilha, pois, aqueles que em anos anteriores ficaram sem alojamento, já na metade de agosto se apressam em garantir a estadia. “Temos muitos clientes fixos, e que ocupam os quartos o ano inteiro. A procura pelo que sobra é maior e, geralmente, para os dias 19, 20, 21 e 22”, revela a proprietária, informando que até 2006 não era assim. “Quem requisitava hospedagem reservava para cinco ou seis dias. Ao longo dos últimos anos vem reduzindo”.
No que diz respeito à lotação, Márcio Oliveira, que explora o ramo, também não tem queixas. Com diárias em média de R$ 90, todos os 20 quartos estão alugados. “É a melhor época do ano pra nós”, comemora.
Mas numa terra onde a bota, a bombacha e os apetrechos da pilcha são regra, as correarias têm em setembro a maior esperança de aumento na arrecadação. Glaci Mendes quase zerou seu estoque de boinas, faixas, palas e camisas, além das concorridas botas e bombachas. Porém, garante que este ano não foi tão produtivo para o setor. “Muitos artigos faltaram, e tive dificuldade em conseguir fornecedores para repor. No geral foi possível observar uma queda no movimento”, avalia.
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