Sexta, 03 de julho de 2026, 17:24h
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Carlos Brendon de Freitas Viegas, de 18 anos, vai voltar a estudar após dois anos longe da escola
Desde o dia 9 de junho, a escola estadual de ensino médio, no bairro Jardim América, vem aumentando consideravelmente o número de alunos inscritos. Grande parte destes alunos é formada por jovens que estudam em outras localidades, e também de pessoas que retornaram à sala de aula, após anos de afastamento da escola. Com uma demanda de quase 100 alunos, foi necessário a criação de cinco turmas; três de primeiro ano, uma de segundo ano, e uma de terceiro ano.
Nomeada pela 5ª CRE para assumir inicialmente a direção do educandário e colocar toda a estrutura necessária em funcionamento, a professora Neuza Regina Janke conta com um quadro bem restrito de profissionais. São quatro professores e poucos funcionários, com perspectivas de aumentá-los em seguida. “Inicialmente precisamos passar por trâmites burocráticos para conseguirmos nossa autonomia financeira”, aponta. Ainda segundo ela, o ensino médio politécnico tem uma organização diferenciada do antigo 2º grau, pois trabalha por área, através de pesquisas e seminários integrados, fazendo com que ainda tenhamos, por algum tempo, a falta de professores. Ela garante, porém, que já está tratando a solução do problema junto à 5ª CRE.
Embora com grande experiência na área educacional a diretora sente-se orgulhosa de poder contribuir com o sonho de anos dos moradores do bairro em ter uma escola deste nível, e o que lhe chama mais atenção é o interesse dos pais de alunos em saber como esta o andamento e o desenrolar de todo o processo educacional.
O aluno Carlos Brendon de Freitas Viegas, de 18 anos, é morador do bairro Jardim América e, após dois anos sem estudar, matriculou-se na turma do 1º ano. “Aproveitei o momento de ter uma escola perto da minha casa, e resolvi me dedicar aos estudos”, aponta Brendon, que tem sonho de se tornar arquiteto.
Já Solange Thonke, de 50 anos, mãe de dois filhos (um de 29 anos e outro de 16 anos), é atualmente a aluna mais velha da turma. “Resolvi estudar após 30 anos sem freqüentar bancos escolares, e estou otimista com o que aprenderei aqui. Estou feliz de poder encontrar uma turma de colegas maravilhosos”, afirmou.
Em relação às dificuldades de falta de professores e adequação do local, Solange disse que tudo é compreensível, e que todos os problemas são conversados com a direção da escola, que tem se mostrado parceira dos alunos para resolver questões pendentes. Informações sobre matrículas ou outros assuntos, podem ser obtidas na escola ou através do telefone (53) 3275-5919, a partir das 19 horas.
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