Quinta, 02 de julho de 2026, 05:23h
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O encontro foi solicitado pelos pais e professores da escola, que depois da mudança de local, está com baixo número de alunos matriculados
A vice-prefeita Paula Mascarenhas participou, no final da manhã de ontem (4), de reunião com a comunidade da Escola Círculo Operário Pelotense (COP). O encontro foi solicitado pelos pais e professores da escola, que mudou de endereço recentemente e está com baixo número de alunos. Ficou esclarecido na ocasião que a Secretaria Municipal de Educação (Smed) está fazendo uma reorganização de turmas para otimizar os recursos da rede de ensino.
Um mal entendido levou algumas pessoas a acreditar que a escola poderia ser fechada, devido à redução de alunos matriculados. A vice-prefeita e a secretária interina da Educação, Alice Maria Szezepanski, explicaram que cerca de 20 escolas estão participando de um processo de reorganização por possuírem turmas com um pequeno número de alunos. A proposta é estudar cada caso para agrupar turmas ou transferir alunos para escolas próximas que tenham capacidade de absorver a demanda.
Entre os casos mais extremos está o de uma turma de oitava série com três alunos atendidos por nove professores. A proposta para este caso é a transferência para as escolas Bibiano de Almeida, Afonso Vizeu ou Cecilia Meirelles, que ficam próximas ao COP.
Na mesma escola há duas turmas de pré-escola, uma com sete e outra com quatro alunos, que poderiam se transformar em uma única turma, com um número aceitável de crianças. E turmas de quinto a sétimo ano com seis e sete alunos.
Paula explicou que, a partir dos números fornecidos pelas escolas à Smed, foi recomendado o rearranjo interno ou a justificativa para a manutenção de cada caso. “Nós lidamos com dinheiro público, e isso exige responsabilidade. Não há justificativa para manter nove professores para três alunos”, disse a vice-prefeita, afirmando que esses números prejudicam o sistema. Atualmente, a média no município é de um professor para nove alunos.
O levantamento das necessidades é feito de forma permanente. De acordo com a demanda das escolas, neste momento, seria necessária a nomeação de 75 professores concursados. Com a redistribuição, esse número cairia para 53. Os 22 restantes seriam deslocados de uma escola para outra.
Paula citou como exemplo a zona norte da cidade, que com o grande número de empreendimentos imobiliários, não se consegue atender a toda a demanda, obrigando pais a levarem os filhos para escolas mais distantes. “Se eu estivesse propondo colocar 80, 90 alunos em uma sala, eu aceitaria a crítica, mas ainda serão salas com 20, 22 alunos”, disse, já que o limite legal é de 35 alunos por turma. Para ela, seria mais fácil e aceito pela comunidade simplesmente nomear os professores que faltam, mas isso incharia a folha e poderia estourar em alguns anos, com o contínuo achatamento dos salários.
Casos como de turmas de alfabetização e com crianças com deficiência serão considerados para a definição. Paula se comprometeu a voltar a conversar com os pais após as definições, caso seja necessário. Os vereadores tenente Bruno, Marcos Ferreira, Carlos Alberto dos Santos Passos, Edmar Campos, e Ademar Ornel acompanharam a reunião.
Redator: Prefeitura de Pelotas
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