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12-09-2014

Educação melhora, mas não atinge a meta em São Lourenço


Cristian Iepsen Escola Marina Vargas teve os melhores resultados, com 6.0 para anos iniciais e 5.1 para anos finais

Ideb mostra que ensino melhorou, porém enquanto a avaliação dos anos iniciais passou sua meta, anos finais ficaram bem abaixo do esperado


Foi divulgado, na semana passada, os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), com a avaliação de escolas de todo o país. No caso do ensino da rede municipal de São Lourenço do Sul, os resultados mostram avanços, tanto para os anos iniciais, quanto para os anos finais.



A avaliação realizada no ano passado mostra que, para os anos iniciais (4º e 5º anos), a qualidade melhorou, atingindo a pontuação de 5.4, passando da meta que era de 5.1. Porém, nos anos finais (8º e 9º anos), apesar de um pequeno avanço de 4.2 em 2011 para 4.3 em 2013, a meta, que era de 4.6, não foi atingida.


Mesmo com melhorias, não atingir a meta faz com que a secretária de Educação, Fernanda Bork, reúna esforços para melhorar os resultados. “Ainda este mês começaremos a fazer reuniões justamente para trabalharmos a questão do Ideb”, adianta a secretária. Porém, ela diz que desde 2013 há um trabalho constante para qualificar o ensino na rede municipal. “Estamos trabalhando com processos de formação continuada dos docentes. Este ano estamos reformulando ações, mensalmente os professores participam de reuniões por áreas para suas qualificações”, explica Fernanda. Ela ainda diz que, além da formação continuada e permanente o município criou a Lei de Incentivo a Leitura Docente, mantém o Seminário de Educação e busca fortalecer o Fórum de Gestores de Escolas Municipais. “A formação docente é o caminho. Os professores estão diretamente ligados aos resultados que queremos para nossa educação”, argumenta Fernanda.


Enquanto várias escolas mantiveram resultados dentro do esperado, alguns dados chamam a atenção pela disparidade entre educandários municipais. Nos anos finais, por exemplo, a Escola Professora Marina Vargas ficou com avaliação 5.1, a melhor da rede municipal. Mesmo assim não atingiu a meta de 5.6. Por outro lado, a Escola Sady Hammes caiu dos 3.2 de 2011 para 2.6 em 2013, ficando com o pior resultado. As escolas Germano Hübner e Rodolpho Krüger também caíram na avaliação. “Estamos avaliando as disparidades entre as escolas. E justamente por isso, já na semana que vem vamos iniciar reuniões individuais para buscar quais processos serão necessários para melhorar os resultados”, diz a secretária.


Nos anos iniciais, a avaliação mais baixa é da Escola Castro Alves, que atingiu 3.7 enquanto sua meta era 4.2. Na ponta de cima da avaliação, novamente está a Escola Professora Marina Vargas, que atingiu a média 6.0, que era sua meta apenas para 2019. “Isso nos deixa muito felizes, Trabalhamos muito pela qualidade do ensino”, comenta a diretora da Escola, Kátia Henke.


Ao avaliar os números gerais do município, a secretária Fernanda Bork diz que, mesmo havendo um trabalho intenso para qualificar a educação, os resultados demoram a aparecer. “Este é um trabalho continuado e sistemático. Começamos a mudar nosso ensino em 2013 e isso só vai se refletir no próximo Ideb, que será avaliado em 2015, com divulgação em 2016”, prevê a secretária.


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