Segunda, 29 de junho de 2026, 21:48h
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Leal responsabiliza a diretora da escola de ter proibido seu filho de retornar no ônibus
Pedro Arthur Leal registrou o caso na Polícia Civil e no Ministério Público
O empresário Pedro Arthur Leal, de 45 anos, vem procurando desde o dia 10 de março uma explicação do porque de seu filho, de apenas 10 anos, ter sido impedido de retornar com o transporte escolar que faz a linha até a escola municipal Dr. Vieira da Cunha.
Residentes no 5ª distrito até o ano passado, ele e sua família mudaram-se para a cidade neste ano para investir em um negócio próprio. Todavia, seu filho, que até então havia estudado todos os anos neste educandário, optou por continuar lá, e a família acatou sua decisão.
Leal responsabiliza a diretora da escola, Carmen Luci Martins Godinho, de 55 anos, de ter proibido seu filho de retornar no ônibus. Conforme garante o pai, Carmen Luci teria conversado com o menino e dito que ele estaria proibido de voltar no coletivo.
"No horário da volta do ônibus nós ficamos esperando e nosso filho não veio. Eu peguei meu carro e me dirigi imediatamente até a escola, onde também não o encontrei. Fui acha-lo quando descia de outro ônibus, na Ponte do Império, 5° distrito, onde reside sua avó", conta Leal.
A indignação da família deve-se ao fato da diretora do educandário não ter avisado nenhum dos responsáveis pelo menino. O pai ainda afirma que existem outros alunos que continuam a residir na cidade e estudar no interior. "No outro dia, eu peguei o carro e flagrei vários alunos indo da cidade para essa mesma escola. O ônibus tem vários lugares vagos, não tem por que proibir logo meu filho de estudar lá", criticou o pai.
Ele diz que pediu explicações para a diretora, entretanto não foi respondido. "Esperei até as crianças entrarem para sala de aula e fui à Diretoria tentar saber o motivo que levou a diretora a falar com meu filho e fazer isso. Fui atendido pela secretária e a Carmen Luci disse que estava com dor de estômago e não quis me atender nem por telefone", detalhou.
Sem respostas, Leal procurou sem êxito esclarecer o que tinha acontecido com a Secretaria de Educação. A partir daí, ele decidiu tomar atitudes mais enérgicas, registrando um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil e procurando o Ministério Público.
"Ela (Carmen Luci) está mandando pais de outros alunos que lecionam lá para me acusar, que eu estou seguindo o ônibus, tirando foto dos filhos e colocando na internet. Recebi um pai aqui que chegou bem alterado e acabou entendendo meu caso", disse.
"Meu filho não é diferente de ninguém. Acredito que tenha havido um erro dessa diretora, pois se ela tem problemas pessoais contra mim, deveria falar diretamente comigo e não descontar em uma criança. Exijo e irei até o fim para que a justiça seja feita", garantiu, ao concluir.
O que diz a diretora
A diretora da escola Dr. Vieira da Cunha, Carmen Luci Martins Godinho, nega veementemente que tenha proibido o filho de Leal de voltar no ônibus. Ela destaca uma normativa da Secretaria de Educação, para que alunos da cidade encontrassem escolas lá para estudar.
"Existe uma orientação da Secretaria de Educação que foi passada em reunião para todos os diretores de escolas municipais. No primeiro dia de aula eu fiz esse comunicado para os alunos da minha escola, para que providenciassem a transferência", menciona.
Carmem Luci avalia como um mal entendido a situação e também nega que tenha enviado pais para falarem com Leal. "No outro dia eu disse para ele (filho), que infelizmente agora teriam que se transferir para a cidade, mas nunca o proibi de voltar para casa. Eu não entendo por que Leal quer me prejudicar, me perseguir. Nunca falei com pai nenhum sobre isso, deve ser outra inverdade inventada", assegurou a diretora.
Secretaria de Educação
Através da gestora da Secretaria de Educação, Rosana Manetti, a reportagem do Jornal Tradição Regional tentou saber qual medida seria tomada acerca deste caso. Todavia, a secretária pediu que as perguntas fossem feitas por escrito e enviadas ao e-mail da Secretaria.
A reportagem então listou uma série de perguntas sobre o tema, porém teve uma sucinta resposta da Secretaria, que disse: "Em relação ao assunto abordado, a situação está sendo resolvida na esfera administrativa, em conformidade com a legislação vigente."
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