Segunda, 29 de junho de 2026, 06:18h
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Cidade histórico-cultural que respira arte em cada viela de seu espaço geográfico. Assim é Pelotas, conhecida como a Capital Nacional do Doce pela excelência, exclusividade e qualidade das delícias que produz.
E é a partir desta constatação que a Fenadoce também abre suas portas para receber a classe estudantil de sua cidade, em um espaço que privilegia a educação através de um resgate cultural.
A Feira oferece multiplicidade de opções de entretenimento e conhecimento, podendo ser ressaltado a inovação de uma feira tecnológica e digital e de um Museu de Videogame Itinerante, no objetivo de uma maior integração entre as gerações, desde os consoles clássicos, como Super Mario Bros, até os consoles mais modernos, como PlayStation 4. É a busca da globalização social onde o doce é o elo de ligação entre a arte e a cultura, buscando nivelar a educação não como inclusiva, mas simplesmente como educação ao alcance de todos por meio de ferramentas que permitam esta comunhão.
Dentro desse pensamento e dessa ótica, escolas ditas especiais do município realizam um comentário sobre esta festividade, bem como oferecem sugestões para que a Fenadoce seja tão doce a ponto de caramelizar, de maneira igual, todo e qualquer estudante, independente ou não de suas limitações.
A diretora Simone Carvalhal, da Escola Especial CERENEPE, destaca a importância da Fenadoce, tanto para a cidade como para os alunos da instituição, pois a partir deste convite eles conhecem um pouco mais da história de Pelotas. Eles já participaram de apresentações de palco na Feira em anos anteriores.
Como o tema deste evento é Uma Festa Completa, a diretora do CERENEPE apresentou como sugestão a canalização de espaços com brincadeiras e parques adaptados para crianças com deficiências diversas, pois assim existiria, de fato, uma inclusão, com alternativas para todos.
“Se pararmos para pensar, o que tem em uma festa? Tem o doce, a diversão e as brincadeiras, então, na verdade, na minha concepção seria muito importante que fosse disponibilizado um espaço adaptado não só para as crianças especiais, mas que elas pudessem ter uma integração com aqueles que não têm uma limitação. É a comunicação de forma global, independente das diferenças.”
Uma outra situação que a diretora salienta é que nas feiras anteriores é colocado à disposição da escola um palco para apresentações dos grupos musical e de dança. No entanto, o horário que é oferecido, no inicio da tarde, não privilegia tal apresentação, por ter ainda um número muito reduzido de pessoas. “Para os alunos, é muito significativa a apreciação de seu espetáculo, para que todos possam conhecer este trabalho, valorizando, dessa forma, o estudante.”
Já na Escola Professor Alfredo Dub, a coordenadora pedagógica do currículo da educação infantil e séries iniciais, Maíra Maus da Silva, esclarece que esta é uma escola de surdos, portanto tem uma diferença linguística.
Segundo a coordenadora, todos os anos os alunos vão prestigiar a Feira Nacional do Doce, até porque muitos só tem esta oportunidade, por isso são levados, fazem o passeio e um lanche. “No entanto, as atividades culturais disponibilizadas são para ouvintes e não tem intérpretes de língua de sinais, o que seria necessário para atingir o nosso público, o que de certa forma, nos deixa um pouco chateados, porque pensamos exatamente na questão da inclusão, da acessibilidade.”
Mesmo com essa situação, Maíra ressalta que este momento oferecido pela Fenadoce é muito bom e prazeroso, pois os professores que acompanham os estudantes realizam a tradução. Mas ela volta a frisar que seria importante que a Feira oferecesse intérpretes e atividades culturais para surdos e de surdos, pois dessa maneira, todos iriam se sentir incluídos e mais acolhidos.
A professora da Escola Alfredo Dub destaca que a escola possui grupo de teatro e que seria importante a Fenadoce oportunizar uma apresentação dos alunos, o que os deixaria muito felizes por estarem interagindo diretamente com toda a comunidade da Feira.
Em relação a temática desta 23ª edição, Maíra acredita que a festa, para ser completa, deve oferecer formas alternativas de diversão, as quais permitam incluir os alunos destas escolas especiais.
Quanto a Escola Louis Braille, a coordenadora, Andréia Nachtigall, evidencia que por ser uma escola de cegos, os mesmos necessitam muito do contato tátil, e que por isso seria importante que a Feira oportunizasse a áudio descrição. “Tem que buscar atender também esse tipo de aluno, adaptando as condições para os mesmos, através da acessibilidade, da áudio descrição já citada, bem como atividades direcionadas para esse tipo de público, os deficientes visuais.”
Na APAE, também não foram diferentes as reivindicações ou sugestões, segundo as coordenadoras Elenara Pinto Bandeira e Luciana Rodrigues Machado. “Mesmo existindo uma boa receptividade por parte da Escola quanto ao passeio na Fenadoce, seria ótimo que houvesse um trabalho mais efetivo de acessibilidade para estes alunos, pois muitos são cadeirantes, o que demanda uma atenção maior. Desta forma, todos da Escola aproveitariam melhor os espaços desta Feira”, ressaltam.
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