Domingo, 28 de junho de 2026, 03:40h
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A escola estadual General Hipólito Ribeiro está praticamente vazia desde o início da paralisação dos professores, em repúdio ao parcelamento do salário dos servidores estaduais, anunciado pelo governo do Estado.
Dos 68 docentes do educandário, apenas oito continuam trabalhando; fora os 14 funcionários responsáveis pela limpeza e merenda, que também estão parados. Com uma adesão acima dos 90%, até mesmo a direção da escola optou por apoiar a paralisação proposta pelo Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS).
Para o diretor, Sandro Rosa, a decisão da direção é acertada, devido as péssimas condições de trabalho oferecidas aos professores. “Nós, que dirigimos a escola, costumamos sempre ficar em “cima do muro” nessas situações, porém agora decidimos apoiar a paralisação. Só não estamos parados por que alguém tem que vir abrir a escola. Quem vai trabalhar um mês inteiro para receber R$ 600”, indagou Rosa.
Conforme explicou, dos 1.239 alunos da escola, entre os módulos de Ensino Fundamental, Ensino Médio e EJA, grande parte tem deixado de ir à aula pela falta de professores. “Menos de 100 estudantes tem vindo, pois sabem que terão um ou dois períodos por dia”, revelou.
Quanto a recuperação desse período de paralisação, ele acredita que serão feitas aulas complementares nos sábados. “Vamos fazer um calendário para recuperar as aulas aos sábados. Não queremos que esse calendário ultrapasse 18 de dezembro, que será nosso último dia do ano letivo”, previu Rosa.
Redator: Tradição Regional
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