S�bado, 27 de junho de 2026, 18:28h
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O atraso por parte da Prefeitura de Piratini nos pagamentos das empresas responsáveis por fazer, de forma terceirizada, o transporte de alunos que residem na zona rural, chegou ao ponto máximo.
Ao não conseguirem mais custear principalmente o combustível utilizado nas rotas, proprietários e motoristas decidiram parar de fazer as viagens como forma de pressionar o prefeito, Vilso Agnelo Gomes, a regularizar a situação.
O cenário ocasionado pela decisão foi de salas de aula praticamente vazias e pais preocupados com a perda de conteúdo. Problemas são registrados de forma mais contundente no Colégio Mário Quintana, 2º distrito, onde no dia 29 de setembro professores deram aula para apenas cinco alunos, e nas escolas Adão Preto, que é estadual, e Vieira da Cunha, que pertence à rede municipal, ambas funcionando na mesma estrutura localizada no 5º distrito. Nelas, a situação não é diferente e há relatos de professores, que preferem o anonimato, de que para fazer o trajeto é necessário se deslocar de carro e em grupos até os educandários.
Neuza Pereira, que têm filhos estudando na Escola Adão Preto, conversou com a reportagem do Jornal Tradição Regional e resumiu sua preocupação: “Estamos apavorados ao ver nossos filhos perdendo matéria dia a dia e precisamos de uma resposta”, exigiu.
Zulma Farias, moradora da localidade Rodeio Velho, também cobra uma solução imediata para o impasse. “Estamos de mãos atadas. Minha filha cursa o ensino médio na cidade, no Instituto Ponche Verde, e não temos como custear o percurso de 56 quilômetros entre a ida e o retorno dela para casa durante a semana. Queremos saber o que está ocorrendo”, disse.
Na noite de segunda-feira (5), no mínimo 12 estudantes residentes na Vila do Cancelão e que estudam no Instituto de Educação Ponche Verde não tiveram outra opção a não ser percorrer a pé os dez quilômetros de estrada de chão batido que separam a escola de suas residências.
Simone Ulguim, de 23 anos, aluna do curso de contabilidade, disse que há muitos dias o grupo enfrenta dificuldades no retorno para casa e manifestou sua indignação por não ter o serviço à disposição. “Estamos sem transporte custeado pela Prefeitura há muitos dias e, até então, conseguimos uma forma de vir e retornar para assistir às aulas, mas agora temos que voltar a pé. Isso é um absurdo, pois estamos perdendo matéria e provas. Somos os únicos prejudicados”, comenta a estudante.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que o não pagamento aos transportadores terceirizados ocorre devido ao atraso, já há três meses, no repasse do Estado para este fim.
Redator: Tradição Regional
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