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Armários foram colocados em escadas que dão acesso ao segundo piso do prédio
Há menos de um mês do final do ano letivo, o Instituto Estadual de Educação Ponche Verde obrigou-se a interditar a parte superior do prédio principal e suspender as aulas nos três períodos ao menos até a próxima semana.
A decisão foi tomada pela direção do educandário, em virtude de um relatório de interdição enviado pela 5ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (CROP). O documento datado de 12 de novembro e assinado pela engenheira Adriana Vianna Lacava, elucida a situação precária da estrutura física da edificação, que encontra-se em péssimo estado de conservação.
O laudo de interdição aponta ainda que o prédio construído em 1926 fica dentro centro histórico do município, contando com proteção e fiscalização rigorosa do Instituto de Patrimônio Artístico e Histórico do Estado (IPHAE), desde 2013.
"Pudemos constatar [...] que a cobertura da edificação necessita de reparo imediato [...]. O beiral de estuque existente em todo o entorno do prédio se encontra em estado avançado de deterioração, já tendo algumas de suas partes caídas no pátio da escola, causando risco à sua comunidade", descreve o documento.
A conclusão apontou interdição imediata da parte superior do prédio, bem como colocação de tapume há 2 metros do entorno do mesmo, para que evite-se o risco à integridade física de alunos do instituto educacional.
Dos cerca de 1.200 alunos da escola nos três turnos, aproximadamente 450 estudam nas 6 salas de aula utilizadas na parte superior do prédio. Eles devem ser realocados para salas improvisadas no auditório, refeitório e biblioteca, por exemplo.
Em entrevista ao Jornal Tradição Regional, a vice-diretora do turno da tarde, Fransilene Madruga e a coordenadora pedagógica Marileia Leitzke, afirmaram que o problema será tratado em uma reunião da diretora Maria Lúcia Corral com a 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE).
Quanto ao período de suspensão das aulas e recuperação, Leitzke sustentou que é possível alongar o término do ano letivo, previsto para dia 19 de dezembro, ou ainda fazer aulas em turnos intermediários.
"Tudo que temos até o momento são estimativas. Somente quando a diretora Lúcia voltar da reunião é que teremos alguma certeza e respostas mais concretas", explicou Fransilene, ao revelar que a direção foi pega de surpresa com a interdição.
No momento, armários impedem a passagem de alunos ao pavimento superior do prédio. A expectativa é que as aulas voltem a ocorrer normalmente nos três turnos a partir da próxima segunda-feira (30).
Redator: Tradição Regional
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