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Uma indigesta situação gerou polêmica entre estudantes do Instituto de Educação Ponche Verde. O caso teve desfecho no dia 2 de dezembro, com uma briga entre adolescentes após o término das aulas no período matutino.
De um lado, a mãe de uma das jovens envolvidas procurou um veículo da imprensa para relatar que aguardava sua filha na saída da escola pelo fato dela ter sido agredida por outras meninas. De outro, as mães de outras duas alunas que entraram em contato com o Jornal Tradição Regional para dar sua versão do fato.
As três alunas que protagonizaram a briga têm a mesma idade: 14 anos. Fabrícia Krause, de 36 anos, e Júlia Lima, de 40 anos, tiveram o nome de suas filhas exposto em um grupo de WhatsApp, que tinha como nome “The Cafetões”.
Elas alegam que os adolescentes integrantes desse grupo utilizaram termos depreciativos para descrever suas filhas. Fabrícia argumenta que em nenhum momento ameaçaram os jovens, mas sim defenderam suas filhas, que estavam sendo agredidas. “As meninas foram chamadas por essa menor e, quando chegaram perto da rodoviária, começaram a ser agredidas por ela e outros sete meninos. Fomos e defendemos nossas filhas. Nada mais do que isso”, relatou Fabrícia, ao afirmar que levou o caso ao conhecimento das autoridades, registrando um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia.
“Deveriam ter umas 90 crianças esperando a briga. Só acho que essa outra mãe deveria averiguar o que fala e saber o que realmente aconteceu antes de ir para a mídia expor. Na realidade, quem apanhou foram nossas filhas”, completou Júlia, que mostrou o laudo do exame de corpo de delito que comprova os hematomas.
As mães assinalaram que pretendem penalizar criminalmente os responsáveis, bem como impedir que esses atos preconceituosos voltem a ocorrer. Para isso, vão levar a situação ao conhecimento do poder judiciário.
A diretora do Instituto de Educação Ponche Verde, Maria Lúcia Corral, informou que todo o tumulto ocorreu fora do educandário e disse que chamou as partes envolvidas para uma conversa, acreditando que o problema estivesse sido resolvido. “Chamei as meninas na direção e elas se cumprimentaram e pediram desculpas umas para as outras. No meu entender, está tudo certo”, ressaltou a diretora, que esclareceu ter deixado o Conselho Tutelar ciente do acontecimento.
Redator: Tradição Regional
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