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19-02-2016

Instituto Ponche Verde, de Piratini, continua com interdição parcial


Foto: Tainã Valadão Tapume foi colocado no entorno do prédio

Faltando menos de 15 dias para o início do ano letivo, educandário continua com salas de aula interditadas e sem previsão de reforma


A situação do Instituto Estadual de Educação Ponche Verde reflete a crise financeira vivenciada pelo Estado. A instituição de ensino teve sua construção iniciada em meados de 1924, vindo a ser inaugurada em 1926. Atualmente, a Ponche Verde é a escola que abriga o maior número de estudantes no município e a única no perímetro urbano a disponibilizar o ensino médio.



Completando 90 anos de funcionamento em 2016, a estrutura antiga do prédio é facilmente danificada pela ação do tempo, tendo como agravante as pouquíssimas reformas recebidas.


Em outubro de 2013, o educandário sofreu a interdição de quatro salas de aula pelo Corpo de Bombeiros. A ação ocorreu após uma denúncia anônima na Brigada Militar, que indicava a precariedade da estrutura física do prédio.


Em novembro do ano passado, há menos de um mês do término da agenda letiva, a escola sofreu outro abalo. Através de um relatório enviado pela 5ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (CROP), toda a parte superior do prédio foi interditada.


O documento, assinado pela engenheira Adriana Vianna Lacava, elucidava a situação da edificação que se encontrava em péssimo estado de conservação. Outro fator prejudicial para a manutenção do prédio foi seu inventariado em 2013, pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE). “Pudemos constatar [...] que a cobertura da edificação necessita de reparo imediato [...]. O beiral de estuque existente em todo o entorno do prédio se encontra em estado avançado de deterioração, já tendo algumas de suas partes caídas no pátio da escola, causando risco à sua comunidade”, descrevia o laudo.


Na oportunidade, seis salas deixaram de ser utilizadas, atingindo aproximadamente 700 estudantes. Para concluir o ano letivo, a direção do Ponche Verde teve que improvisar aulas no auditório, refeitório, biblioteca e pedir salas à outras escolas da cidade.


Mudanças emergenciais para o início do ano letivo


Foram investidos mais de R$ 8,5 mil na colocação de tapumes a dois metros do entorno do prédio. O isolamento ocorreu para evitar que parte do beiral do telhado pudesse cair e, eventualmente, atingir algum aluno.


Três salas ao lado da escola e outra na quadra seguinte foram alugadas pela 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) para serem utilizadas. Além disso, o local onde funcionava a biblioteca e o Centro de Tradições Gaúchas (CTG) servirão para suprir a demanda das turmas. O investimento mensal do governo do Estado será de aproximadamente R$ 5,5 mil na locação das salas.


“Eu, particularmente, não tenho expectativa de utilizar a parte superior do prédio em 2016. Mesmo sendo uma obra emergencial, almejamos começar apenas em setembro ou outubro deste ano, visto a morosidade dos trâmites burocráticos”, apontou a diretora do Instituto Ponche Verde, Marileia Leitzke.


A diretora salienta que fará um requerimento à Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos, responsável pelo Setor de Trânsito para interditar um trecho da rua Davi Canabarro durante manhã e tarde, quando terá um grande fluxo de alunos.


Ainda não foram definidas as turmas que ocuparão as salas externas ao prédio. Contudo, o critério utilizado será a quantidade de alunos nas turmas, visto o espaço reduzido das salas provisórias.


“As pessoas estão preocupadas pensando que o prédio está em péssimas condições, mas isso não é verídico. As avarias são única e exclusivamente no telhado e nos beirais, então a segurança dos estudantes e docentes está garantida”, completou Marileia.


Para o diretor administrativo financeiro da 5ª CRE, Carlos Humberto Vieira, por estar em um perímetro protegido pelo IPHAE, o projeto de restauro da edificação necessita de mais cuidado e uma minuciosa análise. “Recebemos a demanda da referida escola e encaminhamos para o setor responsável. No momento, não sabemos definir em que fase está o projeto e se a manutenção iniciará ainda neste ano”, resumiu Vieira.


O ano letivo no Instituto de Educação Ponche Verde inicia dia 29 deste mês, nos turnos da manhã, às 7h30; da tarde, às 13h15; e à noite, às 18h50.


Redator: Tradição Regional



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