Sexta, 26 de junho de 2026, 02:20h
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Paralisação de um dia por parte dos professores acontece durante esta segunda-feira (29)
A incerteza marca o primeiro dia de aulas na rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul. Com a convocação de paralisação de um dia por parte do Cpers, muitos alunos se dirigiram às escolas sem a garantia de que haveria a presença de todos os professores. Das 12 escolas visitadas pela Rádio Gaúcha na manhã desta segunda-feira (29) em Porto Alegre, cinco não tiveram atividades nesta manhã, quatro funcionaram normalmente, duas encerraram as atividades mais cedo (mas sem relação com a mobilização) e uma teve adesão parcial ao protesto.
Não houve aulas no Instituto de Educação Flores da Cunha (bairro Farroupilha), Florinda Tubino Sampaio (Petrópolis) e Júlio de Castilhos (Santana). A adesão foi parcial no Instituto Estadual Rio Branco (bairro Rio Branco), onde as aulas do turno da manhã e da tarde irão somente até o recreio.
As aulas são consideradas normais na Escola Luciana de Abreu (Santana) e Uruguai (Bairro Moinhos de Vento). Também foram identificados outros colégios onde as aulas irão somente até o recreio, mas segundo os diretores sem ter relação com a convocação do Cpers. É o caso das escolas Leopoldo Tietbohl (Petrópolis) e Inácio Montanha (Bairro Santana).
Apesar da orientação da Secretaria da Educação para que as instituições permanecessem abertas, a Escola Estadual de Ensino Médio Padre Réus, no bairro Tristeza, não recebeu alunos nesta manhã.
Todas as direções consultadas informaram que as aulas serão normais amanhã.
No interior do Estado, a adesão ao movimento também é parcial. Em Caxias do Sul, por exemplo, a maioria das escolas está aberta. O mesmo corre em Rio Grande e Pelotas.
Protesto durante a tarde
O Cpers preparou um ato público junto ao Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre. De lá, os educadores seguiram em caminhada até a Secretaria Estadual da Fazenda, na Avenida Mauá, e depois seguiram até o Palácio Piratini, na Duque de Caxias. Em frente à sede do governo estadual foi feita uma "aula cidadã".
A mobilização, que faz parte de uma paralisação nacional pela educação, contou com representantes de sindicatos de professores de outros estados e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Segundo a vice-presidente do Cpergs Solange Carvalho o objetivo da mobilização é pressionar o governo a dialogar com a categoria e alertar a sociedade sobre as condições de precarização da educação pública. Ela diz que os professores recebem 31% do valor correspondente ao piso nacional da categoria - que este ano foi reajustado para R$ 2.135,64.
Segundo ela, está agendado para os dias 15, 16 e 17 de março uma greve geral convocada pela CNTE para todo o Brasil. Após essa paralisação de três dias, o Cpers fará assembleia para avaliar a possibilidade de ampliação da paralisação.
Redator: Rádio Gaúcha
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