Quinta, 25 de junho de 2026, 03:04h
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No início da semana, a Escola Padre José Herbst estava completamente fechada em adesão à greve
A greve dos professores estaduais deflagrada a partir de uma assembleia realizada na sexta-feira (13) pelo Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS) tem adesão parcial em São Lourenço do Sul. Entre as escolas estaduais, apenas a Padre José Herbst está totalmente parada, onde foi praticamente unânime a decisão dos educadores pela paralização das atividades.
Coordenadora local do CPERS, Dóris Peglow explica que nas demais escolas há diálogos entre os professores e o centro, debatendo os pontos de reivindicação, ainda estudando a possibilidade de parar as atividades. “Nós estamos orientando que os colegas discutam dentro das escolas os pontos de reivindicação e escolham pela adesão à greve ou não. De nossa parte não há pressão”, diz Dóris.
No Instituto Walter Thofern, os professores estão se reunindo e Dóris acredita que haverá grande adesão ao movimento. No Cruzeiro do Sul, no início da semana, as aulas estavam com período reduzido, porém, havia ainda a possibilidade de maior adesão ao movimento, como a paralização das aulas. Nas demais, os diálogos permanecem, sobre a adesão ou não, ainda que haja em alguns casos professores que optam por apoiar a mobilização.
Dóris lembra que a greve é por tempo indeterminado e só deve ser encerrada quando o governo sinalizar com algo concreto para atender as reivindicações. “O governo nos recebe, mas sempre para conversas e nada de concreto”, reclama.
A categoria cobra os repasses de verbas para as escolas, atrasados desde fevereiro, o fim do parcelamento dos salários, e o pagamento do Piso Nacional do Magistério, que atualmente está em defasagem de 69% do valor que deveria se fosse cumprida a Lei Federal. O CPERS também quer debater a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2017, já que há previsão de aumento zero para a categoria, assim como o plano de carreira e licença prêmio que o governo pretende modificar. “Também nos preocupamos com o fim da paridade entre ativos e inativos, o que não daria reajustes aos aposentados no mesmo índice que aos ativos”, diz Dóris.
A coordenadora do CPERS em São Lourenço do Sul diz que haverá mobilizações e atos no município, com reuniões e debates nas escolas e também atos públicos com a comunidade escolar, ainda com calendário em definição. Dóris diz que grande parte dos estudantes quer participar do movimento em apoio aos professores e também para cobrar melhorias nas escolas, como vem acontecendo em vários municípios.
Sem transporte, escolas do interior estão paradas
As escolas Rodolfo Bersch, Maximiliano Strauss e a Escola Agrícola Santa Isabel, todas estaduais do interior de São Lourenço do Sul, estão totalmente paralisadas, sem transporte escolar. As empresas que fazem as linhas de transporte dos alunos não estão recebendo o pagamento do Estado e pararam as atividades, fazendo com que as escolas fiquem fechadas. Dóris Peglow diz ainda que em algumas destas escolas havia previsão de boa adesão à greve, mas o fechamento é mesmo pela falta de transporte. As empresas dizem que só vão retomar as atividades quando o governo pagar pelo menos a parcela de março, que é a primeira do ano. “Esta é mais uma reivindicação da categoria no movimento que estamos realizando”, diz Dóris.
Redator: Tradição Regional
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