Quinta, 25 de junho de 2026, 03:04h
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Reforma da Escola demorou quase quatro anos para ser concluída, e avaliação do resultado pelas autoridades é positiva
Depois de quase quatro anos, a obra tão aguardada pela comunidade foi realizada. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Alberto Cunha, localizada na rua das Azaléias, nº 25, foi reinaugurada, no dia 13, como parte das comemorações do 28º aniversário do município, data que também marca o aniversário de 79 anos do educandário. Participaram do ato festivo o prefeito Rui Brizolara, o vice-prefeito Diocélio Jaeckel, vereadores, o diretor do Foro da Comarca de Pelotas, Marcelo Cabral, o deputado estadual Pedro Pereira, secretários municipais, direção da Escola, funcionários, pais, alunos, e a comunidade em geral.
Na ocasião, a Escola proporcionou uma programação especial que contou com diversas atrações, dentre elas a Banda Marcial Imigração do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Hora do Conto, Grupo Dó Ré Mi e Canto e Dança, Banda Sinto Muito Mew, Grupo de Dança Alemã, homenagens às mães, violeiros do professor Wilson e integração com músicos da comunidade, além de mateada com apoio da erva-mate Elacy de Venâncio Aires, cachorro-quente, bolo e refrigerante por conta da Escola.
Confira um pouco da história da formação da Escola
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Alberto Cunha começou com uma iniciativa de três pessoas da comunidade - Elpidio Bruno, Roberto Pierobon e Alberto Cunha - que sentiam a necessidade de ter uma instituição de ensino na localidade, mesmo que nenhum dos idealizadores fosse professor. Então, o terreno foi doado por Pierobon para a construção, e em 1937 inaugurou-se o primeiro prédio da Escola. O primeiro professor foi o português José Costa, e depois vieram as professoras, sendo que naquela época era muito difícil encontrar mulheres na profissão. Não havia servente e nem merenda, e a instituição atendia só até a 5ª série.
Por volta de 1974, a Escola foi ampliada pelo então prefeito de Pelotas, Francisco Louzada Alves da Fonseca. Durante a reforma, os alunos estudaram em um local próximo ao antigo Salão Feiticeiro. Somente a partir de 1990 que teve início a 6ª série e, nos anos seguintes, as demais turmas. Para essa última segunda reforma, os alunos do 6º ao 9º ano estudaram em um prédio anexo denominado como antiga Cancha do Meio.
Na estrutura da nova Escola foram investidos cerca de R$ 600 mil em recursos (R$ 427 mil do governo federal e R$ 160 mil da Prefeitura). Além de reforma no primeiro piso, foram construídos mais 300 metros de área no segundo piso. Houve, também, a colocação de calçamento ao redor do pátio, além das calçadas agora possuírem rampa de acessibilidade e o ginásio da Escola ter recebido melhorias. Para o acesso ao segundo piso, a Escola dispõe de uma plataforma (elevador para acesso de cadeirantes). Em seguida, também serão instalados os aparelhos de ar condicionado nas salas da escola.
O novo prédio possui uma sala de recursos multifuncionais, uma biblioteca, uma sala de áudio e vídeo, um refeitório, 19 salas de aula, uma sala de professores, uma sala de orientação e coordenação, uma sala de direção e vice-direção, uma secretaria, sete banheiros, uma quadra coberta, uma cancha de areia, uma pracinha, uma horta escolar, um laboratório de informática e um laboratório de ciências.
São 106 alunos de educação infantil, 165 alunos de séries iniciais, 69 alunos dos anos finais, 10 alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 23 alunos com necessidades educativas especiais. Já no quadro de funcionários, são 31 professores, três auxiliares de educação infantil, sete estagiários do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), duas merendeiras, três auxiliares de limpeza e um funcionário monitor.
A instituição oferece, em turno inverso, aulas de violão, possui o grupo Dó Ré Mi, o projeto Hora do Conto, o Grupo de Dança Alemã e atendimento de fonoaudiologia e psicologia.
O caminho até a reinauguração
Críticas e descontentamentos por parte de alguns pais e até professores fizeram parte dos últimos dois anos, já que os alunos precisaram assistir as aulas em uma antiga “cancha de bocha” da cidade. Mesmo com as melhorias e adaptações necessárias, o local repercutiu muito na imprensa regional. Para o prefeito Rui Brizolara, as dificuldades ao longo do caminho foram enormes. “Além das empreiteiras que abandonaram as obras, também precisávamos lutar para garantir a segurança dos alunos no local onde as aulas estavam sendo dadas provisoriamente. Sabíamos que o local não era o melhor, mas não havia outro espaço”, explicou.
O deputado Pedro Pereira relatou que “o que orgulha muito é que Morro Redondo investiu e fez de tudo para que qualquer tipo de aluno possa ter a oportunidade de estudar, proporcionando uma Escola já pronta e adaptada para todos, servindo de exemplo para as demais escolas do Estado que necessitam desta estrutura”. Já o juiz Marcelo Cabral, do Foro da Comarca de Pelotas, falou que o que se viu nesta nova Escola não se vê em estrutura semelhante de instituições particulares, “por isso que o poder judiciário se orgulha muito de poder ajudar dentro do possível essa comunidade, que irá receber nos próximos dias dez computadores, um notebook e uma impressora, doados pelo nosso Foro”.
Para a atual diretora da Escola, Ana Eliziane Freitas, o momento é de festa, projetando que todos possam desfrutar de tudo que a Escola disponibiliza e investiu para ter uma educação de qualidade. Brizolara ainda agradeceu a Construtora Frank que aceitou participar na etapa de conclusão da obra, os funcionários de diversas secretarias que se empenharam para que tudo estivesse pronto na data planejada, e a paciência da comunidade e dos funcionários da Escola em esperar durante estes anos para que se pudesse concluir a obra, que agora é referência para todo o Estado. “Muitas vezes eu me perguntava se valeu a pena fazer esta obra. Poderia ter deixado a Escola como era antigamente e não ter mexido em nada, e não teria tido problemas com várias noites de sono perdido, preocupado. Havia muitos críticos que colocavam diversos comentários na internet, mas hoje vejo que todo o esforço valeu a pena”, finalizou o prefeito.
Redator: Tradição Regional
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