Quarta, 24 de junho de 2026, 21:21h
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Cerca de 400 pessoas se manifestaram cobrando a retomada do transporte escolar
As comunidades escolares continuam mobilizadas pedindo melhorias na educação. Na quinta-feira (2), alunos, pais e professores de escolas estaduais de São Lourenço do Sul fizeram um protesto cobrando do Estado o pagamento do transporte escolar e a consequente retomada das aulas. Cerca de 400 pessoas trancaram por alguns minutos o principal acesso à cidade, fazendo também uma caminhada até o Centro.
Os alunos de escolas estaduais estão sem transporte desde o dia 16 de maio, já que as empresas que prestam este serviço paralisaram as atividades por não receberem o pagamento. E sem transporte, três escolas do interior estão totalmente paradas. Uma das escolas é a Rodolfo Bersch, da localidade de Boa Vista, que promoveu a manifestação com apoio de várias outras escolas, entre elas, Maximiliano Strauss e Agrícola Santa Isabel, também paradas sem transporte. A diretora da Rodolfo Bersch, Carla Porepp, conta que dos 570 alunos do educandário, 98% dependem do transporte. Ela também se diz preocupada com a recuperação das aulas, pois, além das três semanas paradas agora, outras duas semanas também foram perdidas por problemas com o transporte.
O impasse dura bastante tempo, já que a Prefeitura e o governo do Estado não entraram em acordo para o convênio do transporte escolar. Assim, é o próprio governo que está contratando as empresas. “O governo só encontra problemas de documentação e sempre tem um porém para fechar os contratos com as empresas. Por isso, estamos desde o início do ano letivo apenas com ordem de serviço”, conta ela, ao enumerar problemas. Mesmo com ordens de serviço, o governo não está pagando as empresas, o que motivou a parada do serviço.
Para o aluno Tobias Renan Heller Peglow, presidente do Grêmio Estudantil, a situação é de desrespeito. E ele também se preocupa com a recuperação das aulas, durante o verão. O estudante conta que a maioria dos alunos ajuda a família na safra de fumo, no verão e, em caso de terem que recuperar as aulas, não poderão ajudar. “Não somos só nós que perdemos. Este é um problema para muitas famílias”, reclama.
Na semana passada, o governo pagou algumas das empresas, porém apenas o valor devido de março. Como as empresas querem o pagamento integral dos meses de trabalho prestados, não voltaram ao trabalho.
Outras mobilizações
O pagamento do transporte é uma das reivindicações dos alunos que estão ocupando o Instituto Walter Thofehrn, em apoio aos colegas que não estão podendo ir às aulas na instituição, localizada na cidade. Eles também apoiam a greve dos professores que cobram melhorias salariais e na carreira, além do repasse dos recursos devidos às escolas. Na semana passada, após reunião da comunidade escolar, as aulas na escola foram retomadas, mesmo com parte dos professores em greve, porém, a ocupação dos estudantes segue mantida.
Em várias instituições estaduais de São Lourenço do Sul a greve é parcial e há casos de aulas reduzidas. Além da escola Padre José Herbst, que estava totalmente em greve, na semana passada os educadores da Cruzeiro do Sul também decidiram por para a escola em totalidade. “A greve está se fortalecendo a cada dia e ganhando maior adesão”, comenta a coordenadora local do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), Dóris Peglow. Os educadores mantêm encontros com as comunidades escolares para o debate das demandas da categoria.
Redator: Tradição Regional
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