Quarta, 24 de junho de 2026, 10:34h
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Atual situação preocupa a comunidade escolar, que retornou às aulas na segunda-feira (11)
Após duas semanas sem atividades escolares, os 570 estudantes do Colégio Estadual Carlos Alberto Ribas (CECAR) retornaram para as salas de aula na segunda-feira (11). O retorno ainda não satisfatório para o desenvolvimento do trabalho, tanto por parte dos alunos como pelos professores, tem limitações e redução da carga horária. As aulas estão acontecendo nas salas de aula e refeitório, situados na área do pátio da escola, local que não foi interditado.
Conforme já publicado em reportagem no site do Jornal Tradição Regional, a suspensão das aulas foi ocasionada pela interdição do prédio principal da escola, que segundo laudos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (IPHAN) apresenta riscos à comunidade escolar. Durante o período em que os alunos estiveram sem aula, houve grande mobilização da comunidade escolar que ainda aguarda uma solução por parte do governo do Estado.
Há duas semanas, a diretora da escola, Eliane de Andrade Farias, contou ao JTR que desde o início do ano, quando foi recebida a notificação de interdição do prédio principal, já havia sido encaminhada para a 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) o relato da situação e também a proposta de aluguel de um novo prédio, situado próximo à escola. Ela destacou que mesmo com algumas tratativas, o processo não teve prosseguimento e a situação chegou ao limite, prejudicando centenas de estudantes.
Na tarde de quarta-feira (13), a reportagem esteve na escola e conversou novamente com a diretora, que confirmou o fato de que o retorno não está satisfatório. Ela explicou que o horário reduzido das turmas se deve a problemas estruturais, que prejudicam o trabalho da escola. “Pela manhã, tem turma que utiliza o refeitório como sala de aula e essa adaptação impede que os estudantes façam o lanche no refeitório. Estamos levando a merenda para os alunos na sala de aula e estamos sem recreio, por isso tivemos que reduzir o horário”, contou.
Ainda segundo Eliane, o setor administrativo da escola está prejudicado e o trabalho vem sendo adaptado em uma sala muito pequena. “Na segunda-feira [11], choveu muito, não deu para todos professores ficarem nesta sala e alguns foram organizar o trabalho na cozinha, junto com a equipe da merenda”, disse.
As aulas seguirão com carga horária reduzida até a próxima semana e, no dia 21, os estudantes entram no período de férias. “A partir de agosto vamos iniciar o calendário de recuperação das aulas que foram perdidas, trabalho que deve seguir até dezembro. Temos a ideia de encerrar o ano letivo, conforme o previsto, no dia 19 de dezembro para àqueles que não ficarem em recuperação, porém é preciso que esse calendário seja aprovado pelo Conselho Escolar e também pela 5ª CRE.”, explicou Eliane.
Mudança de prédio
Conforme o diretor administrativo financeiro da 5ª CRE, Carlos Humberto Vieira, a documentação completa para firmar o contrato de aluguel do prédio que será utilizado pela escola já foi enviada para a Secretaria Estadual de Educação.
No início da tarde de quarta (13), Vieira afirmou ao JTR que a assinatura do contrato pode ser concluída a qualquer momento. “Não podemos dar uma previsão. A documentação e o contrato já estão com a Secretaria Estadual e a autorização pode sair a qualquer momento”, disse o diretor, que salientou também que o contrato de locação é feito por um período de cinco anos, podendo ser renovado a cada ano.
O prédio que será locado fica situado na praça Alcides Marques, cujos fundos fazem ligação com a parte mais nova da escola. Mesmo com a locação do novo prédio, a ideia é usar parte da escola em que estão localizados banheiros, pátio, salas de aula e quadra esportiva.
Redator: Tradição Regional
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