Quarta, 24 de junho de 2026, 09:58h
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Após pouco mais de 50 dias, o magistério estadual decidiu, em assembleia geral da categoria - realizada na quinta-feira (7) -, suspender, ao menos temporariamente, a greve em todo o Estado. A decisão foi motivada pela dificuldade de algumas escolas em manter o movimento, para evitar um atraso ainda maior no calendário e pelo governo estadual ter sinalizado favoravelmente com algumas reivindicações.
Em São Lourenço do Sul, a adesão ao movimento foi parcial, com alguns profissionais parados em várias escolas e apenas a Escola Padre José Herbst completamente parada. A coordenadora local do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), Dóris Peglow, explica que apenas este colégio terá que discutir com a comunidade escolar um novo calendário para a recuperação das aulas. Nos demais, os professores que paralisaram decidem com seus diretores a recuperação, o que não deve esticar o calendário, já que os horários vagos foram utilizados para adiantar as aulas de algumas disciplinas e poderão agora ser substituídos pelos professores que aderiram à greve.
Durante o período de greve, alunos chegaram a ocupar o Instituto Walter Thofehrn, em apoio aos educadores, cobrando também melhorias nas escolas e na educação, na merenda escolar e, principalmente, no transporte que não estava sendo pago, motivando as empresas que prestam o serviço a também pararem as atividades. Foram três semanas sem transporte, o que deixou três escolas estaduais do interior paradas, além de impedir que alunos dependentes do transporte pudessem ir às aulas em outros educandários.
Dóris diz que a greve não chegou ao fim, mas que foi apenas suspensa. “A categoria permanece mobilizada”, diz ela, detalhando que, atualmente, o CPERS luta para manter o que a categoria já tem, sem projeções de avanço, já que o governo não dá sinais para isso. Na assembleia da última semana, a categoria optou por retomar as atividades, já que o governo estadual se comprometeu em parar os estudos para mudar o plano de carreira e também prometeu não enviar a “PL 44” para votação neste ano, que passaria escolas para organizações sociais.
O governo do Estado também paralisou os estudos de mudança no difícil acesso aos educadores, mas não dá sinais para questões financeiras, como o pagamento do Piso Nacional do Magistério e o projeto de mudança de nível. O Estado também se comprometeu a debater com a comunidade escolar um cardápio para a merenda escolar, uma das reivindicações nas ocupações dos estudantes, assim como ocorreu em São Lourenço do Sul.
Redator: Tradição Regional
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