Quarta, 24 de junho de 2026, 00:44h
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O Instituto de Educação Ponche Verde recebeu, no início de julho, uma verba de R$ 120 mil para reforma e manutenção de sua estrutura física. O montante foi recebido através de um recurso liberado pelo Banco Mundial (Bird), e somente na Região Sul beneficiou 18 escolas ligadas à 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE).
A diretora do Ponche Verde, Marileia Leitzke, enfatiza que esse dinheiro deve ser utilizado para reforma das salas de aula anexas ao prédio principal, que tiveram uma grande deterioração ao longo dos últimos anos. “Se aplicássemos esse valor em nosso prédio principal, não daria praticamente resultado nenhum. É um recurso específico e vamos utilizar para reformar nossos dois anexos que estão com problemas nas aberturas, nos pisos e no forro”, justifica. Agora, o educandário aguarda a visita de um engenheiro da Coordenadoria Regional de Obras Públicas (Crop) para licitar a obra.
Indagada sobre um possível atraso no término do ano letivo, devido ao período de greve dos professores e ocupação da escola pelos estudantes, Marileia mostrou-se otimista e disse que apenas os anos iniciais devem terminar o ano fora do calendário escolar. “Estamos com perspectiva de término em 12 de janeiro, em função dos dias letivos em seguimento dos anos iniciais. Em princípio, conseguiremos recuperar as aulas dentro do ano cíclico para o restante dos alunos”, pondera.
Prédio principal ainda sem previsão de reforma
Ainda interditada pelo Crop por oferecer riscos à segurança de discentes e docentes, a parte superior do prédio principal do Ponche Verde segue sem previsão de reforma. Por ser um prédio antigo e estar dentro do Centro Histórico de Piratini, várias adversidades são enfrentadas para que se consiga realizar uma manutenção adequada na edificação.
As aulas seguem em locais improvisados. Um dos principais espaços utilizados é o auditório, que foi dividido em duas salas de aula. É necessário que o projeto de reforma do prédio passe pela aquiescência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE), que fiscaliza o patrimônio histórico da cidade.
“Todo material que necessitamos foi doado pela própria comunidade, assim como a mão de obra para que dividíssemos o auditório. Continuamos na luta para reforma do nosso prédio central, fazendo contato semanalmente com a 5ª CRE e com a Secretaria Estadual de Educação”, argumenta a diretora Marileia.
Redator: Tradição Regional
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