Quinta, 18 de junho de 2026, 23:56h
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Cecília é representante do Sindicato das Escolas Particulares do Rio Grande do Sul e teme que as escolas filantrópicas sejam prejudicadas pela reforma da Previdência
Representantes de escolas filantrópicas manifestaram preocupação com a proposta de Reforma da Previdência (PEC 287/16) em discussão na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Segundo eles, o relator da matéria, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) poderia incluir em seu parecer o fim da imunidade fiscal prevista na Constituição Federal.
Eles participaram, no dia 11 deste mês, do ciclo de palestras Educação em Debate, promovido pela Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com a Comissão de Educação da Câmara.
O presidente do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonip), Custódio Pereira, explicou que, além de representar menos de 3% das receitas previdenciárias, essas entidades devolvem quase R$ 6 para cada real investido pelo governo em renúncia fiscal. No caso das escolas filantrópicas, acrescentou Custódio, a imunidade fiscal representa R$ 3,9 bilhões ao ano, e a contrapartida para a sociedade alcança R$ 15,1 bilhões.
Os números são de pesquisa realizada pela empresa Dom Strategy em mais de 9.869 instituições nas áreas de educação, saúde e assistência social, usando dados da Receita Federal sobre o retorno oferecido pelas entidades.
De acordo com a Fonip, 20% das vagas nas escolas filantrópicas são para alunos carentes, totalizando 586,9 mil bolsas de estudo em todo o país.
Representação de Canguçu no debate
A Irmã Cecília Rigo, do Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida (CFNSA) de Canguçu, representante do Sindicato das Escolas Particulares do Rio Grande do Sul, viajou até Brasília e foi uma das protagonistas do debate. “É preciso valorizar as escolas filantrópicas como espaço de vida e esperança. Por que destruir isso? Filantropia é amor à humanidade”, disse ela, durante a sua argumentação.
De longe, o Colégio Aparecida acompanhou a defesa de Cecília e demonstrou otimismo com as discussões. “Compartilhamos nossa admiração pela segurança nas palavras e comprometimento com a educação e o direito de que todos possam ter acesso à uma escola de qualidade. Este foi o propósito que levou Irmã Cecília até Câmara Federal em Brasília”, escreveu a instituição na sua página no Facebook.
Redator: Tradição Regional
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