Ter�a, 16 de junho de 2026, 03:44h
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Geisa Coelho é aluna de Mestrado em Ciências, do Instituto Politécnico de Bragança, mas não poderá viajar para a cidade do Porto para apresentar o trabalho
Uma professora da Escola Técnica Estadual de Canguçu (ETEC) comemora após ter um trabalho aprovado por uma das mais conceituadas universidades do mundo: a Universidade do Porto, de Portugal. Aluna de Mestrado em Ciências, do Instituto Politécnico de Bragança, Geisa Portelinha Coelho conta com a orientação da doutora Carla Guerreiro.
Baseada em teorias cognitivistas, a professora das disciplinas de Português, Literatura e Língua Inglesa da ETEC, buscou aproximar os conhecimentos de vida dos jovens alunos às obras literárias. Isso, no entanto, não foi o suficiente para motivá-los. A educadora, então, optou por oferecer momentos em que os alunos fossem envolvidos pelos aspectos sensoriais durante a leitura.
Por este motivo, ela escolheu as obras regionalistas de João Simões Lopes Neto, que reportam à sociogênese gaúcha, as quais foram lidas em ambiente natural, aproximado aos descritos nos textos, buscando a aprendizagem significativa dos alunos. “Comecei por obras que os colocassem como parte do mundo da leitura e logo eles pediram textos semelhantes. Os contos nos motivam porque, por meio deles, comentamos sobre as paisagens em que os alunos vivem; a geografia, por onde circulam e desenvolvem atividades agropastoris; a biologia da fauna e da flora, aspectos que os estimularam a ingressar no curso; o folclore e as artes que praticam, as danças, músicas, poemetos, crenças (empirismo), culinária; a religiosidade; os sobrenomes, que os remetem à história da sua origem no mundo e, aí, falamos de autores importantes e da história daquele lugar”, detalha.
O trabalho tem continuidade nas disciplinas de Língua Portuguesa e Literatura. “Como resultado, foi observada uma elevação nos indicadores do nível de leitura e de rendimento escolar, além da baixa evasão escolar dos sujeitos dos cursos pesquisados”, avalia a professora.
Ela divide a felicidade em ter o trabalho aprovado em Portugal com o sentimento de agradecimento à orientadora, já que é ela quem irá apresentá-lo em solo português - a canguçuense afirma que não será possível viajar para apresentar a própria obra devido à falta de apoio financeiro do governo do Estado, que, segundo ela, não valoriza a formação dos professores. Geisa frequentou o Instituto Politécnico de Bragança e voltará à Portugal, em 2018, para complementar os estudos. Por este motivo, uma nova viagem, agora em 2017, tornou-se inviável financeiramente.
Redator: Tradição Regional
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