Segunda, 15 de junho de 2026, 11:53h
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A 3ª etapa do Seminário Desafios e Perspectivas dos Profissionais de Educação ocorreu no dia 31 de agosto, no Centro Cultural de Eventos Valdino Krause, e tratou sobre o tema “Educação Especial”.
“Transtorno do Espectro Autista” foi abordado pela arte-terapeuta, Jussara Cordeiro, e pela diretora do Centro de Atendimento ao Autista Dr. Danilo Rolim de Moura, Debora Jacks, de Pelotas.
Debora falou que o Centro existe há três anos e atende cerca de 297 pessoas, entre crianças, jovens e adultos com autismo, além de uma fila de espera de mais de 150 crianças. Conforme a diretora, crianças são muito quietas ou muito agitadas quanto mais se desenvolvem, mais é possível perceber quando algumas áreas do desenvolvimento da criança estão defasadas. “Neste ponto, encaminhamos para um neuropediatra para fazer a avaliação”, afirma.
Estudos afirmam que a causa de autismo é a falta de algumas proteínas, antibióticos muito fortes ingeridos, fator genético em 80% dos casos tem pessoas na família, mas ao certo, segundo Debora, não se sabe ainda qual é o fator que desencadeia o autismo.
O tratamento para cada autista será diferente, pois será de acordo com o apresentado, trabalhando assim profissionais de educação, escola e família de modo articulado. Poderá ter mais dificuldade na área da comunicação, aprendizagem, comportamento, e interação social.
Quanto mais cedo o diagnóstico maior é a chance da criança permanecer no espaço escolar e chegar a cursar faculdades. Todo suporte escolar e familiar ajudará para que supere as dificuldades. Já a “Educação Especial” foi abordada pela coordenadora do setor de Educação Especial de Pelotas, Carmen Silvia Lorenzi, voltado a informações do Centro de Apoio, Pesquisa e Tecnologias para a Aprendizagem. Ela falou da retrospectiva, conforme a lei, que diz que o processo de inclusão especial deve acontecer nas escolas, em todos os municípios e na sociedade de forma geral, por isso a escola deve se preparar para atender os alunos com deficiência, atendimento especial no contraturno, e contar com profissionais de apoio para aprendizagem.
Carmen disse que a rede municipal de Pelotas possui em torno de 1.500 alunos com deficiência. Hoje, a demanda por escolas municipais pelos pais é que os municípios ofereçam sala de recursos, já que as estaduais não oferecem esse auxílio.
Redator: Tradição Regional
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