Segunda, 15 de junho de 2026, 10:19h
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O desfile de alusão à Pátria, que em Piratini ocorreu no início da tarde do dia 8 devido ao mal tempo, perdeu em brilho, número de participantes e beleza. Com os R$ 350 de parcela depositada, inicialmente pelo governador José Ivo Sartori, os funcionários e mestres do Instituto de Educação Ponche Verde optaram por boicotar grande parte da apresentação nas avenidas.
A decisão foi tomada em reunião na semana passada, mas só ganhou a imprensa na quarta-feira (6), quando a reportagem do Blog Eu Falei buscou a diretora Mariléia Leitzke para confirmar e justificar o ato.
Tão indignada quanto seus colegas de classe pelo Estado, Mariléia desabafa: “Essa decisão é dada a atitude de desrespeito por parte do governador Sartori de não pagar nossos salários e de nem mesmo ter uma perspectiva de quitar o resto da folha, pois anunciou que depositaria outra parcela no dia 4 de setembro e não cumpriu”.
A diretora reforçou que a classe entende que é um desrespeito por parte do governo estadual e, não desfilar ou, desfilar apenas com a banda, é uma forma de protesto, que foi aumentado com faixas e cartazes nos muros da escola e também na formação da banda marcial.
“O governador não nos pagou e isso gerou a assembleia em Porto Alegre e a decisão pela greve que só acabará quando ele colocar a folha em dia.”, assegurou Mariléia, que lembrou: “Nós ainda temos a dádiva de morar em uma cidade pequena e nos deslocarmos a pé para a escola, mas, em outras cidades, colegas não tem dinheiro para pagar a condução, sem falar na falta de recursos para a alimentação”.
Com 22 anos de magistério, a diretora entende que há um processo de retrocesso em projetos e propostas para a educação, que necessitará de muita luta pela frente, pois o governo desconjuntura a categoria e desmancha a perspectiva de escola pública. “É esse caminho que está sendo traçado, e, é com ele que não concordamos, é com ele que não queremos caminhar, onde o governo isenta grandes empresários de impostos e consequentemente não paga os nossos salários”, conclui.
Quanto à greve no Instituto Ponche Verde, ao menos por enquanto, ela não é total. Alguns professores, principalmente de séries iniciais, resolveram continuar em aula. Há também a adesão de alunos que além de colherem assinaturas em apoio aos mestres, estão boicotando as aulas.
Redator: Tradição Regional
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