Segunda, 15 de junho de 2026, 06:04h
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A pauta envolvendo a Escola Municipal Inácia Machado da Silveira estava agendada para a edição passada, que abordou o desfile das entidades que fizeram alusão à pátria, mas no momento de fazer os relatos sobre o episódio que a entidade sofreu, em 2016, dois dias antes de se apresentar, a diretora Elizabete Peres retrocedeu.
Estávamos às vésperas do desfile e ela temia que a escola fosse novamente atacada, já que no incêndio puseram criminalmente fogo apenas na sala dos instrumentos da banda, o que impediu os alunos de mostrarem o trabalho incessantemente treinado pelo mestre Éverton.
No desfile deste ano, a Inácia ressurgiu equipada, afinada e bonita nas avenidas, o que inegavelmente emocionou muitos dos presentes e alguns deles ajudaram a banda a se reerguer.
No primeiro mandato como diretora, e no calor da emoção e da tristeza, Elizabete chegou a pensar que o fogo posto era para prejudicá-la, pensamento que deixou de existir quando conseguiu raciocinar melhor. “Um vizinho avisou do fogo. Corremos para lá e havia três pessoas tentando apagar, mas já não havia mais o que fazer, mas foi possível constatar que o incêndio foi na sala dos instrumentos musicais. Naquele momento restava tentar fazer o fogo não se alastrar para o resto do prédio”, relembra.
Ela conta que já no início da manhã os alunos começaram a chegar. Todos muito emocionados queriam entrar para ver os destroços. “Eles queriam acreditar”, acrescenta a diretora.
Quando a notícia chegou aos demais educandários, todos ofertaram instrumentos para que a banda cumprisse seu papel, o que em virtude dos ensaios não adiantaria. Tristes, mas firmes, optaram por desfilar sem a banda. “Sentimos muito. Essa banda é um patrimônio da escola porque foi formada ao longo de vários anos e diretores e, com isso, conseguiu-se reunir um bom número de instrumentos”, frisa.
A diretora conta que não sabia o que fazer para recomeçar. Funcionários, professores, pais e a comunidade deram o norte. Um bingo foi realizado e arrecadou uma parte significativa do necessário para a aquisição de novos instrumentos. “As pessoas foram incansáveis no apoio”, recorda.
Mas ainda faltava muito e surgiu uma saída inesperada vinda do governo. O Projeto Mais Educação direcionou valores e mais equipamentos foram adquiridos. Por fim, uma verba proveniente do Poder Judiciário completou o que faltava para que em junho deste ano os estudantes voltassem a ensaiar e deixar no passado o episódio que momentaneamente lhes tirou a alegria.
Redator: Tradição Regional
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