Domingo, 14 de junho de 2026, 08:02h
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Metade das escolas estaduais de São Lourenço do Sul segue a greve que se aproxima de 70 dias no Rio Grande do Sul. “Aqui em São Lourenço continuamos firmes, discutindo uma contraproposta para o governo que será analisada na assembleia regional de quarta-feira (8), em Pelotas, e na sexta-feira (10), quando teremos assembleia geral em Porto Alegre”, comentou a diretora do CPERS local, Doris Peglow, ainda antes do encontro regional.
Neste momento, a Escola Monsenhor Gautsch funciona normalmente, como desde o início da greve. A Escola Agrícola Santa Isabel funciona parcialmente, com quase 50% de professores parados e mais alguns funcionários. A Maximiliano Strauss tem uma turma de séries iniciais em aula. Já as escolas Rodolfo Bersch, Walter Thofehrn, Vicente Di Tolla, Cruzeiro do Sul e Padre José Herbst estão totalmente paradas.
A continuidade prolongada da greve não agrada a todos. Na última semana, faixas foram colocadas em frente à Escola Padre José Herbst criticando a greve, pedindo o retorno das aulas, ressaltando que a culpa não é dos alunos. “Tivemos muitas manifestações de apoio, mencionando a tal faixa. Foi uma expressão sim, mas, pelo que temos sentido, não representa a maioria da comunidade escolar local”, avaliou Doris.
A diretora explica ainda que a greve se mantém porque a proposta apresentada pelo governo do Estado não é satisfatória à categoria. “Posso dizer [que é] até vergonhosa quando fala em colocar salários em dia no fim de dezembro se houver crescimento econômico e ainda pede nosso aval para privatizações. Não menciona o 13º salário, que, a princípio, pretendia parcelar em 24 vezes”, acrescenta a educadora.
Redator: Tradição Regional
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