Sexta, 12 de junho de 2026, 06:50h
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A direção escolar não conseguiu sensibilizar o prefeito em exercício, Jackson Cabral (PSDB), a não oficializar o decreto do executivo. Por isso, já é uma realidade: as nove salas de aulas da Escola Passo do Machado, localizada a 17 quilômetros da área urbana, interior de Pinheiro Machado, não receberão alunos em 2018 para o inicio do ano letivo.
A decisão foi informada a 125 pais, alunos e funcionários do educandário, na tarde da última quinta-feira, 1º de março, no pátio do colégio, que este mês completa 65 anos e, segundo a diretora Mariza Rocha, encerrou as atividades no ano passado, com 70 estudantes distribuídos entre pré-escolar e ensino fundamental.
“Foi uma missão difícil, mas uma ação necessária. Viemos até a comunidade para anunciar que, a partir de agora, a escola suspenderá temporariamente suas atividades por fazer parte de nossas medidas de contenção de despesas, já que o município está atravessando uma situação financeira preocupante. Temos a consciência da importância dessa instituição, mas ela já teve mais de 240 alunos e, hoje, tem um número inferior a 50, se tornando, com isso, uma estrutura cara para ser mantida”, argumentou o prefeito em exercício, responsável também por afirmar que, com a interrupção das atividades escolares no local - único a ser fechado no município -, a economia será de R$ 300 mil por ano.
Mariza Rocha resumiu sua indignação: “não estou acreditando que dois professores estão fechando uma escola”, declarou, referindo-se não só à Cabral, professor de Educação Física, mas também ao secretário Leonardo Morais, educador e ex-aluno da instituição. “Estamos tristes e vamos ao choro constantemente ao ver que realmente retiram as crianças e os adolescentes daqui, mesmo eles tendo à disposição toda a estrutura, três vezes por semana, em turno integral, para mandar à cidade, onde ficarão sujeitos às mazelas da área urbana”, ampliou a diretora.
Ela afirma que o prefeito José Antônio Rosa (PDT) havia garantido que pelo menos o pré-escolar seria mantido no Passo do Machado, mas agora, para sua surpresa, ocorre o fechamento sob o argumento de redução de gastos, algo que não concordará até ser comprovado que será impactante para melhorar a situação que Pinheiro Machado enfrenta atualmente.
Há uma preocupação não só por parte da gestão do colégio, mas também da comunidade em torno dele, com a preservação do prédio, que temem que seja atacado e destruído pelos vândalos por permanecer fechado por tanto tempo. “O que estão fazendo com o prédio onde funcionou um dia um posto da Policia Rodoviária Federal, hoje destruído, demonstra bem a situação de calamidade em que vivemos, e essa estrutura que ensinava poderá ter o mesmo futuro, pois cinco anos, tempo proposto pelo decreto, são suficientes para que jamais consigamos recuperar o que aqui existe. Não terá volta”, vislumbra Mariza.
Os alunos serão realocados em três outras escolas situadas na cidade. Diante da oficialização da decisão, a diretora afirmou que o próximo passo será tentar junto à Justiça a reversão do quadro.
Redator: Tradição Regional
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