Sexta, 10 de julho de 2026, 18:31h
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A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pelotas Seção Sindical do ANDES Sindicato Nacional - ADUFPel-SSind convoca os professores da UFPel para paralisarem suas atividades e nesta quarta-feira, 23. Está marcada para às 9h, na sede da entidade, a continuidade da assembleia geral iniciada no dia 11 de abril. O conjunto dos professores da UFPel estão descontentes com o tratamento que vêm recebendo do Governo Federal através dos Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Educação, em resposta às suas reivindicações relativas a carreira docente, valorização profissional e condições de trabalho. Por outro lado, na assembleia da semana passada, foi iniciado o debate de uma pauta local que deve ser retomada nesse encontro.
Novas paralisações, com atividades de mobilização, estão marcadas para os dias: 01/06 (sexta-feira), 05/06 (terça-feira) e 11/06 (segunda-feira).
Nota do Comando Nacional de Greve (CNG)
O Comando Nacional de Greve (CNG) divulgou nota “À sociedade brasileira – Por que os(as) professores(as) das instituições federais estão em greve?”, em que apontam os motivos que levaram a categoria a realizar uma das maiores mobilizações de sua história.
“Os(as) professores(as) federais estão em greve em defesa da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade e de uma carreira digna, que reconheça o importante papel que os docentes têm na vida da população brasileira”, afirma a nota.
No texto, o CNG acusa o governo de usar o discurso da crise financeira internacional para justificar os cortes de verbas nas áreas sociais e para rejeitar todas as demandas feitas pelos servidores públicos federais por melhores condições de trabalho, o que tem impactado o serviço público, “afetando diretamente a população que dele se beneficia”.
O texto informa, ainda, que há anos os professores(as) vêm lutando pela reestruturação do Plano de Carreira e que esse era um dos principais ponto do acordo emergencial assinado ano passado com o governo. “Já estamos na segunda quinzena de maio e nada aconteceu em relação a essa re estruturação”, denuncia a nota, que elenca, ainda, os pontos principais do plano de carreira defendido pelo ANDES-SN.
O CNG também denuncia a precariedade nas condições de trabalho em várias instituições federais de ensino. “O quadro é muito diferente do que o governo noticia. Existem instituições sem professores, sem laboratórios, sem salas de aula, sem refeitórios ou restaurantes universitários, até sem bebedouros e papel higiênico, afetando diretamente a qualidade de ensino”, exemplifica o texto.
Para o CNG, quem sofre diretamente com essa situação são os professores,estudantes e técnicos dessas instituições, e “num olhar mais amplo, todoo povo brasileiro, que utilizará dos serviços de profissionais formados emsituações precárias”. Por fim, o texto convida a todos a se juntarem na lutainiciada pelos docentes. “Essa batalha não é só do (as) professores (as), mas de todos aqueles que desejam um país digno e uma educação pública, gratuita e de qualidade”.
Redator: Assessoria de Imprensa
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