Domingo, 07 de junho de 2026, 01:19h
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Desde o começo de outubro, a Escola Estadual Professor João Veridiano, no 5º Distrito de Canguçu, interrompeu as atividades, devido à falta de pagamento para a empresa que realiza o transporte escolar. Há mais de 15 dias as aulas foram suspensas porque a falta do transporte afetou 124 dos 128 alunos matriculados.
Segundo a direção da escola, já foram pelo menos três meses desde que o último pagamento foi realizado. O valor diário do contrato do governo estadual com a empresa é de R$ 6.051,89. A cada três meses, são pagos R$ 363.113,40, pelo roteiro diário de 400 quilômetros, como é comum em licitações.
A poucas semanas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Programa de Avaliação da Vida Escolar (PAVE), e há menos de dois meses da data estabelecida para a formatura, a direção não tem esperança de que a escola conclua o ano letivo sem adentrar 2019.
“A recuperação dos dias letivos é uma questão um pouco complexa. Assim que voltarem as aulas, montaremos um calendário de recuperação e enviaremos para 5ª Coordenadoria Regional de Educação (5ª CRE), que avaliará para que ocorra a aprovação”, explicou o diretor da escola e professor de Física, Marcos Azevedo Barcellos.
Para a escola, a 5ª CRE destacou que a prioridade do governo está no pagamento em dia dos servidores e, na sequência, fará o acerto com os fornecedores em atraso. Nos últimos dias, uma comitiva formada por vereadores e representantes das escolas estaduais foi até Porto Alegre, para exigir medidas da Secretaria Estadual de Educação (Seduc).
“Eles [5ª CRE] nos compreendem e apoiam, pois sabem que é uma questão de descaso do governo. Nesta semana encaminhei para que alguns alunos façam uma exigência de seus direitos de acesso à escola junto a Promotoria da Educação, em Pelotas.” complementou o diretor.
Segundo o diretor, ainda não há uma previsão de retorno das aulas.
Redator: Tradição Regional
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