Sexta, 05 de junho de 2026, 22:37h
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Diogo La Rosa Novo está realizando uma parte de seu doutorado em química em uma das 100 melhores universidades mundiais
Diogo La Rosa Novo está realizando uma parte de seu doutorado em química na Universidade de Ghent, na Bélgica. A bolsa de Doutorado-Sanduíche no exterior faz parte dos recursos financeiros fornecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do governo federal.
Durante o período de mestrado acadêmico, realizado no Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), sob orientação da professora Márcia Foster Mesko, ele propôs novos métodos de análise para o controle da qualidade de medicamentos. Os métodos desenvolvidos visam aprimorar os existentes que até o momento são recomendados por órgãos oficiais. O doutorando afirma que alguns dos métodos recomendados para o controle da qualidade de medicamentos utilizam tecnologias ultrapassadas e apresentam diversas desvantagens e incertezas.
Durante o seu doutorado, Diogo está buscando novas alternativas para o diagnóstico e acompanhamento clínico de disfunções da glândula tireoide (como o hipertireoidismo e hipotireoidismo), utilizando materiais para análise como cabelo, unha e saliva. Ele destaca que a utilização dessas amostras se torna atrativa frente à análise do sangue, levando em consideração desconforto e riscos aos pacientes e profissionais que realizarão a coleta.
O tema de estudo proposto, desenvolvido no Laboratório de Controle de Contaminantes em Biomateriais chamou a atenção da comunidade científica, proporcionando que o doutorando fosse convidado a complementar suas pesquisas em uma das 100 melhores universidades do mundo. A estrutura na Universidade de Ghent possibilitará a realização de análises complementares às realizadas na UFPel.
Diogo realizou o ensino fundamental e médio na Escola José Bernabé de Souza (Cerrito) e acredita que toda a sua base acadêmica e profissional provém de uma boa estrutura familiar, qualidade de ensino, dedicação e foco nos objetivos. Ele aponta que a possibilidade de realizar seu doutorado no exterior, a estrutura física para a realização de sua pesquisa e os recursos financeiros para a manutenção de sua bolsa no mestrado e no doutorado, provém de recursos públicos, e isso sempre deve ser levado em consideração.
“As atividades de pesquisa científica possibilitam um maior desenvolvimento da sociedade e esta é a melhor forma de prestarmos contas dos investimentos públicos que recebemos. Eu ingressei na UFPel em 2010, durante o período de ampliação no número de cursos e através do programa do governo federal, Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), o que possibilitou para muitos terem a mesma oportunidade”, relembra.
“Espero que isso não diminua e que todos tenham a oportunidade de estudar em uma universidade pública e gratuita, e que surjam novas pessoas interessadas pela ciência e por fazer ciência. Acredito que educação, ciência e tecnologia nunca serão “gastos para o governo” e sim investimentos que acarretarão em um maior desenvolvimento econômico e social, pois é esta a visão que se percebe em diversos países de primeiro mundo”, finaliza Diogo.
Redator: Tradição Regional
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