Quarta, 03 de junho de 2026, 23:24h
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A agressão a uma aluna de 15 anos, estudante da Escola Municipal Vera Moreira, situada no bairro Padre Reinaldo, da qual foi autora uma também colegial de 16 anos do mesmo educandário, fato que ocorreu ao final do turno da manhã na segunda-feira (20), foi pauta na sessão semanal do Legislativo no mesmo dia. Na última terça-feira (21), o fato ocasionou uma reunião com o prefeito Vitor Ivan Rodrigues (PDT), a secretária municipal de Educação Fransilene de Ávila Madruga e o vereador Sérgio Castro, também do PDT, responsável por segundo ele, dar voz a um apelo da direção, funcionários e pais de alunos que se sentem inseguros diante dos episódios de violência no colégio e em seu entorno.
Castro revelou que já procurou o Ministério Público (MP) para, além de pedir providências fornecer segurança à escola e ao bairro em questão, além de questionar o motivo pelo qual decisões tomadas de forma unilateral, inclusive pelo MP, obrigam a Vera Moreira a oferecer a Educação de Jovens e Adultos, o EJA, que ocorre à noite, período em que quem cuida do colégio sente-se mais vulnerável e inseguro.
“Infelizmente, sei que vou causar polêmica ao afirmar isso, mas a escola atualmente é obrigada a aceitar alunos que nenhum outro educandário quer, o que resulta em profissionais com medo e sem segurança interna e externamente. Alguns poderes usam a caneta e esse é o resultado”, disse o parlamentar, que cobrou inclusive da administração do município providências urgentes, pois assegura ter ouvido da direção que recentemente seis alunos foram apreendidos pela Polícia Civil em horário de aula.
Segundo a secretária de Educação, o resultado da reunião no gabinete do prefeito foi um convite da prefeitura aos órgãos e entidades para que não somente a escola, mas o bairro como um todo, seja contemplado com ações educativas que irão visar à redução da violência.
Ela assegurou que todas as providências para evitar episódios de violência - como o que ocorreu envolvendo as duas menores - aconteçam, mas admitiu que agora é preciso mais.
“Nos reunimos, tratamos sobre a situação e chegamos a conclusão de que vamos agir convidando órgãos de segurança como a Polícia Civil e a Brigada Militar, o Poder Judiciário e o Ministério Público, além do Conselho Tutelar. A ideia é promover ações sociais e educativas para estimular a paz”, explicou Fransilene.
Redator: Tradição Regional
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