13-11-2008
Regiocom reúne comunicadores em Pelotas
O XIII Colóquio Internacional de Comunicação para o Desenvolvimento Regional (Regiocom), iniciou suas atividades na quarta, 12 de novembro, no Campos II, da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Este ano, cerca de 290 pessoas estão inscritas, com o objetivo de estimular estudos permanentes sobre políticas e estratégias de comunicação, fortalecendo as identidades culturais locais e regionais.
�??A participação da Embrapa na realização desse evento é relevante, pois ele deve contribuir com o desenvolvimento regional e a sustentabilidade local�?�, salientou o pesquisador, Antônio Heberlê. �??Este é o maior presente que poderíamos receber pelos 50 anos que o curso de comunicação comemora. Receber em Pelotas um evento de tamanha importância nos deixa honrados�?�, disse o coordenador do Centro de Educação e Comunicação da UCPel, Jairo Sanguiné.
A diretora da Cátedra UNESCO, Maria Cristina Gobbi, embasou sua apresentação na importância que o evento terá ao discutir a problemática da comunicação do Mercosul. Ainda durante a abertura do evento, o conferencista paraguaio, Juan Diaz Bordenave, apresentou seu estudo intitulado �??Desenvolvimento de um Comunicador para o Desenvolvimento�?� e falou um pouco sobre sua trajetória jornalística.
Bordenave, doutor em comunicação, é conhecido por ser autor de livros como �??Além dos meios e mensagens�?�, �??O que é comunicação?�?� e �??Estratégias de Ensino-aprendizagem�?�. Em 1951, concluiu seus estudos sobre agricultura e passou a cuidar de uma pequena propriedade de seu pai. Seu primeiro contato profissional com o texto jornalístico, aconteceu em função de um folheto de divulgação voltado para os agricultores e distribuído no campo. Bordenave foi convidado para fazer Mestrado nos Estados Unidos, em Jornalismo Agrícola e permaneceu no país durante um ano.
O conferencista, que sempre trabalhou a comunicação juntamente com a educação, sugere dois métodos para trabalhar a comunicação: método de projeto, que deve render frutos para alguém, é utilitário e instrumental, e o método de participação como uma necessidade e um direito de todas as pessoas, partindo do pressuposto de que a informação é livre, se não render fruto, deve ser divulgada igualmente, pois existe democracia.
Bordenave abordou ainda que o problema na compreensão da maioria das informações não está somente na falha de interpretação do interlocutor, e sim na forma como o locutor expressa o texto. �??Os significados não estão nas palavras, mas na cabeça das pessoas�?�, disse ele. �??A minha primeira lição de comunicação para o desenvolvimento, foi saber que nunca devemos criar uma demanda que não somos capazes de produzir. A comunicação deve servir de apoio ou complemento para os projetos técnicos, mas não podemos torná-la algo que não sejamos capazes corresponder�?�, ressaltou Bordenave.
Desde que o evento aconteceu pela primeira vez, em 1996, a Cátedra UNESCO/Metodista de Comunicação, é a responsável pela sua realização anual. A realização dessa edição do Regiocom, em Pelotas (RS), está sendo realizada pela UCPel e Embrapa Clima Temperado, sob a coordenação geral da Cátedra da UNESCO/Metodista para a comunicação e conta com apoio da Caixa Econômica Federal, Emater/RS-Ascar, Grupo CEEE, Via Cabo, Fapeg e Sindicato de Jornalista do Rio Grande do Sul.
AI
Regiocom reúne comunicadores em Pelotas