Quinta, 09 de julho de 2026, 15:24h
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Preparação para o mercado de trabalho e conscientização ambiental são os principais objetivos do projeto
O incentivo do governo brasileiro à produção das chamadas energias renováveis, como a eólica e a solar, começa a abrir um promissor mercado de trabalho para os jovens brasileiros. Até 2013 a meta é investir na construção de 146 novas usinas eólicas – atualmente o país conta com 59 –, que devem gerar 1,7 milhão de postos de trabalho. Para conhecer melhor o funcionamento deste tipo de estrutura, e se preparar para as demandas deste mercado em expansão, os alunos do quarto semestre do curso de Eletrotécnica do campus Pelotas do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) começam a trabalhar na construção do protótipo de uma usina eólica.
O projeto, coordenado pelo professor Renato Brito, inaugura uma nova metodologia proposta pela Direção de Ensino do campus, de trabalho integrado entre todas as disciplinas através da elaboração e concretização de projetos. No caso da construção da mini usina eólica, por exemplo, professores da geografia abordarão a posição dos ventos, da física, o estudo da dinâmica dos aerogeradores, e da biologia ensinarão a importância das energias renováveis para garantir o uso adequado dos recursos naturais.
Brito conta que a opção por se construir um protótipo de usina eólica está embasado em dois objetivos principais. Além de preparar os alunos para este mercado de trabalho, os educadores pretendem promover a conscientização ambiental sobre a necessidade de se investir em energias alternativas para os combustíveis fósseis. "Acreditamos que vamos contribuir assim para a formação de profissionais comprometidos com a sustentabilidade ambiental", defende.
A diretora de Ensino do campus Pelotas, Clóris Maria Dorow, relata que a adoção de uma metodologia integrada surgiu a partir de uma pesquisa e discussão realizada com a comunidade acadêmica. "Nossa meta é tornar o ensino realmente integrado, porque acreditamos que desta forma os alunos ampliam sua capacidade crítica e de análise, e assimilam efetivamente o conhecimento", avalia. No próximo mês será a vez da coordenadoria de Química apresentar sua proposta de projeto integrado e, em seguida, a iniciativa deve ser estendida ainda às coordenadorias de Edificações, Comunicação Visual, Eletrônica e Proeja.
Redator: Assessoria de Imprensa
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