Quinta, 09 de julho de 2026, 12:55h
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Durante o fim de semana (03 e 04 de novembro) foi realizado o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) para 4,2 dos 5,7 milhões de inscritos que prestaram provas em mais de 15 mil endereços distribuídos pelos 1615 municípios brasileiros, incluindo Piratini, onde o vai e vem atípico para o final de semana mudou o cenário da cidade e movimentou bares e restaurantes que ficaram lotados por candidatos vindos de cidades como Pinheiro Machado.
Que o diga Norma Voss, 54 anos, que vê no exame a grande chance para cursar a faculdade. Questionada sobre o motivo de apenas agora tentar o acesso à formação através do Enem, a avó de dois netos explica: “Criei meus três filhos e, agora que estão encaminhados, vejo que é o melhor momento. Quero fazer uma faculdade que tenha em Piratini, como pedagogia, por exemplo, e aprender inglês para me virar quando for à Europa”.
A necessidade de se tornar-se bilíngue se dá pelas dificuldades que ela encontra quando visita um dos filhos, pastor luterano nos Estados Unidos, ou quando excursiona por países como Paris, Espanha e Bélgica. Ela chegou para a prova no sábado minutos antes do limite para o fechamento dos portões, acompanhada da amiga Nelda Riechel, que por 28 anos trabalhou em um restaurante e agora também sonha em se tornar pedagoga.
Histórias de atrasos ou quase atrasos, sempre marcam o Enem e este ano não seria diferente. Candidatos correndo para não perder a hora eram comuns pelas ruas que de acesso aos locais de provas. Para a jovem Letícia Prestes, estudante do terceiro ano no Instituto Ponche Verde, fazer o Enem pela segunda vez só foi possível depois de muito nervosismo, correria, suor e solidariedade.
Ao chegar ao prédio da Associação Educacional Piratiniense, a garçonete de 17 anos percebeu que havia esquecido o documento de identidade e aí começou a correria. “Liguei pra minha mãe e ela disse que só poderia mandar mais tarde, então peguei um táxi, mas quando cheguei em casa meu irmão já havia saído com o documento”, contou.
O irmão havia levado a identificação de Letícia para o colégio Pedro Garcia, no outro extremo da cidade, onde ela prestou as provas em 2011.
Na busca por ele, cinco minutos antes do fechamento dos portões a candidata foi parar no Ponche Verde, e, graças à ajuda de uma equipe de reportagem local que ofereceu uma carona à jovem, ela pode realizar a prova. Ao falar sobre os dois dias de testes, a estudante avaliou o tempo e a dificuldade das questões. “No sábado precisei de quatro horas para as respostas e no domingo quinze minutos a mais foram suficientes. Surpreendi-me com o tema da redação [Movimento Imigratório no Século XXI] que eu não esperava e achei difícil, mas acho que consegui me superar”, afirmou Letícia.
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