Quarta, 08 de julho de 2026, 00:59h
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Professor Zezinho, dirigente sindical, apresentou a pauta de reivindicações do movimento.
Cerca de 200 professores participaram da assembleia organizada pelo Sindicato dos Municipários de Canguçu (SIMCA) no dia 25 de abril. O ato ocorreu no salão da Igreja Matriz. Os professores definiram prioridades e apresentaram as demandas ao Governo Municipal, representado por três secretários: Ledeci Coutinho (Educação), Zico Retzlaff (Fazenda) e Elisnei Pires (Cultura).
Um dos pontos abordados na reunião foi o cumprimento da Lei do Piso Nacional. Breno Schmalfuss, presidente da entidade, foi incisivo em sua argumentação. “Se me perguntarem sobre o piso, eu sou obrigado a dizer: desde 2012 o município não cumpre com a lei”, declarou. O dirigente sindical argumenta que com um pequeno esforço do município – cerca de 5% de acréscimo salarial – seria possível atingir o que determina a legislação federal.
Para Zico Retzlaff, secretário da Fazenda, o cumprimento de todas as reivindicações imediatamente é impossível. O titular prometeu se reunir com o prefeito e apresentar uma proposta ao magistério em breve. Ele também informou que a folha de pagamento na área da educação é de R$ 1,25 milhão, incluindo professores, suporte pedagógico e motoristas.
Conheça a diferença salarial entre o valor pago pela Prefeitura e o valor estabelecido pela Lei do Piso Nacional (segundo dados do SIMCA):
Nível 1 - professores com formação de Magistério, Nível Médio, Curso Normal de 3 anos. Recebem R$ 746,48. Deveriam receber R$ 783,50.
Nível 2 – professores com Nível Médio e cursos adicionais. Recebem R$ 801,00. Deveriam receber R$ 841,05.
Nível 3 – professores com Curso Superior, Licenciatura Curta. Recebem 843,26. Deveriam receber R$ 885,42.
Nível 4 – professores com Curso Superior, Licenciatura Plena. Recebem R$ 936,68. Deveriam receber R$ 983,51.
Nível 5 – professores com Curso Superior e pós-graduação (Especialização, Mestrado, Doutorado). Recebem R$ 986,30. Deveriam receber R$ 1.035,61.
Veja outras propostas defendidas na assembleia
Deslocamento Gratuito: defendem a criação de uma lei que estabeleça o pagamento pelo município de todo deslocamento feito pelos professores até as escolas ou à sede do município, para a participação em reuniões ligadas à educação.
Ampliação de Níveis: atualmente o município estabelece cinco níveis salariais para os professores, conforme a formação. O nível cinco engloba todas as pós-graduações: especialização, mestrado e doutorado. A proposta do Sindicato é a implantação do nível seis (mestrado) e do nível sete (doutorado). A medida incentivaria uma melhor formação acadêmica.
Equiparação de Classes: atualmente os professores recebem um acréscimo salarial de 5% após 5 anos de trabalho, caso comprovem que realizaram cursos de aperfeiçoamento neste período. Os demais trabalhadores do quadro municipal recebem a cada três anos 10% de complemento salarial, sem necessidade de nenhuma comprovação. O SIMCA propõe a equiparação entre magistério e demais funcionários do quadro.
Gratificações: receberiam gratificações os trabalhadores da educação nas seguintes situações: direção escolar, difícil acesso, supervisão, coordenação, orientação, classe com alunos excepcionais, classe com alunos de zero a cinco anos, unidocência ou hora/atividade.
Criação da unidocência: na rede estadual, a unidocência estabelece acréscimo de salário de 50% além do nível 1. Tal benefício seria destinado aos professores de Educação Infantil, dos anos iniciais do Ensino Fundamental. O professor teria a possibilidade de optar pela hora/atividade (liberação da sala de aula) ou pela unidocência (complemento salarial).
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