Ter�a, 07 de julho de 2026, 03:09h
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Concebido com o objetivo de reunir sob um grande guarda-chuva as políticas culturais voltadas à literatura, começa a tomar forma nesta quarta o Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura (PELLL). Com lançamento previsto para agosto, o texto final do projeto será debatido a portas fechadas nesta quarta, no Instituto de Letras da PUC.
Durante 45 dias, o projeto esteve aberto a consulta pública recebendo sugestões da sociedade. O encontro de hoje, conduzido pela comissão de elaboração do PELLL, parte dessas considerações para votar na proposta final do texto. Para colocar o plano em prática, serão usadas fontes habituais de recursos, como as verbas próprias do Estado, as leis de incentivo federais, estaduais e municipais, além do Fundo Estadual da Cultura. Mas, com a unificação das iniciativas, o governo espera que elas sejam melhor aproveitadas.
“O que ele (o PELLL) traz de novo é articular as ações, projetos, programas e políticas da área do livro em um planejamento de mais fôlego, hierarquizando os pontos que devem ser priorizados para o desenvolvimento dessas três áreas no Estado. O plano organiza uma série de ações que, sozinhas, teriam menos efetividade”, explica o secretário de Estado da Cultura, Luiz Antonio de Assis Brasil.
A proposta estadual segue o modelo do Plano Nacional de Livro e Leitura, vigente desde 2006. Sendo assim, está organizado em quatro eixos. Na democratização do acesso, a iniciativa principal é a modernização de bibliotecas. Um edital, atualmente aberto, vai distribuir R$ 920 mil a 46 bibliotecas de municípios com menos de 10 mil habitantes.
No fomento à leitura e formação de mediadores, o governo promete lançar no segundo semestre um edital no valor de R$ 1,7 milhões para compra de livros, pagamento de bolsas e equipamentos para a atuação de 220 agentes de leitura, trabalhando junto ao Ministério da Cultura (MinC).
Na valorização da leitura, o governo está resgatando o projeto Autor Presente, que prevê 140 encontros com escritores para este ano. Outras iniciativas incluem a circulação da revista VOX e o prêmio Moacyr Scliar.
O secretário Assis Brasil defende que todas essas ações são fundamentais para o quarto eixo, o desenvolvimento da economia do livro, pois geram compras por parte do Estado.
Fonte: Zero Hora
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