Ter�a, 07 de julho de 2026, 01:40h
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Da exoneração, o que aconteceria com o afastamento do cargo que ocupa desde 2001 quando foi empossada pelo então prefeito Francisco Luçardo como diretora da escola Vieira da Cunha, à certeza de que permanecerá à frente do educandário rural. Essa foi a situação vivida pela professora Carmem Lucí Godinho na sexta-feira (28) e que causou a ocupação do saguão da Prefeitura de Piratini por aproximadamente 45 pessoas contra a demissão da diretora. Na ocasião, o presidente do Conselho de Pais e Mestres (CPM) da escola, Véti Omar Trecha, ameaçou inclusive abandonar o cargo junto com diretora.
Carmem fazia parte de uma lista de pessoas a serem demitidas da prefeitura com o objetivo de enxugar os gastos públicos com a folha de pagamento. “Tantos anos na direção, fizeram com que ela incorporasse vantagens que não podem ser cortadas. A Carmem atingiu o teto máximo e tem maior salário entre os funcionários da prefeitura. Temos um percentual que podemos destinar à folha de pagamento e quando ele é ultrapassado, é hora de exonerar alguns para não sermos penalizados pela lei”, argumentou o prefeito Vilso Agnelo.
O prefeito ampliou sua justificativa para a demissão, afirmando que esta não será por incompetência e sim, uma questão de justiça. “Entre tirar alguém que depende do salário pra viver e alguém que realiza um bom trabalho, mas que não será prejudicado por já obter todas as vantagens possíveis, temos que fazer o quem nem sempre queremos, mas precisamos”. Conforme a diretora da escola estadual Adão Preto, Sandra Joanol, Carmem aceitou permanecer no cargo por um período não informado, sem a vantagem da função gratifica, valor que conforme o prefeito gira em torno de R$ 1.300. No entanto, a escola ficará sem vice-diretora.
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